Novo tratado de amizade

Berlim e Paris querem ajustar ainda mais estreitamente a sua política com um pacto consecutivo ao Tratado do Eliseu. 

Neuer deutsch-französischer Freundschaftspakt
dpa

Berlim (dpa) – O governo federal alemão abriu o caminho para o novo tratado alemão-francês de amizade. O gabinete ministerial aprovou na quarta-feira em Berlim o documento consecutivo ao Tratado do Eliseu, que deverá ser assinado festivamente em Aachen no dia 22 de janeiro. O acordo traz uma “nova qualidade da cooperação” entre os dois países, declarou o porta-voz governamental Steffen Seibert. “A Alemanha e a França querem enfrentar conjuntamente os desafios do século 21”. 

O novo Tratado de Aachen deverá ser assinado exatamente no dia do 56º aniversário do Tratado do Eliseu. No dia 22 de janeiro de 1963, o então chanceler federal Konrad Adenauer e o presidente francês Charles de Gaulle selaram a amizade entre os dois países, anteriormente inimigos tradicionais. 

O ministro alemão das Relações Externas, Heiko Maas, ressaltou: “O eixo central da nossa amizade permanece sendo a União Europeia: com o Tratado de Aachen, nós fazemos uma profissão de fé numa Europa forte, voltada para o futuro e soberana”. 

O novo Tratado de 16 páginas, que após a assinatura terá ainda que ser ratificado pelo Parlamento Federal e pelo Conselho Federal, está dividido em 6 capítulos e estruturado como uma espécie de contrato de trabalho, através do qual a cooperação deverá ser levada adiante com apoio dos cidadãos. Com um aprofundamento da sua cooperação na política europeia e o engajamento por uma efetiva e vigorosa Política Externa e de Segurança Comum, Berlim e Paris desejam também fortalecer em seu todo a capacidade e a coesão da Europa. 

O texto do Tratado encerra, ao mesmo tempo, uma clara profissão de fé num mercado mundial justo e baseado em regras e numa ordem internacional baseada no multilateralismo, em cuja centro está a Organização das Nações Unidas. 

Extraordinário é o acordo sobre a cooperação no Conselho de Segurança da ONU, contido no importante capítulo sobre a defesa e a política externa. Dessa maneira, Berlim e Paris desejam coordenar mais estreitamente os conteúdos durante as suas respectivas presidências. Além disso, a admissão da Alemanha no círculo dos membros permanentes do Conselho de Segurança é descrita como “uma prioridade da diplomacia alemão-francesa”. 

Fonte: dpa; tradução: deutschland.de