Conversações governamentais com a China

6ª Consultação governamental alemão-chinesa: Apesar de numerosas divergências, a Alemanha busca uma base comum para seu diálogo com a China. 

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dpa

Berlim/Pequim (dpa) – Apesar de divergências com a China, a Alemanha busca uma base comum para seu diálogo com Pequim. Nas consultações governamentais alemão-chinesas na quarta-feira, a chanceler Angela Merkel procurou um avanço na difícil relação com o primeiro-ministro chinês Li Keqiang. Esta é a sexta edição das conversações, que são realizadas neste grande formato a cada dois anos desde 2011, em cujo âmbito os membros do gabinete também se reúnem para consultas com seus respectivos colegas de pasta. Pela primeira vez, o encontro realizou-se apenas por videoconferências, em virtude da pandemia do coronavírus. 

«Trata-se de investir nas relações mesmo em tempos de conflito e manter a agenda de cooperação», observou o chefe do Instituto Chinês Merics, Mikko Huotari, sediado em Berlim. Entretanto, disse, a China posiciona-se «sobretudo como concorrente e rival». Porém, em virtude dos estreitos laços entre a economia alemã e a China, a política da Alemanha em relação à China não quer dissociar, mas ao contrário, tentar «tornar possível ainda mais China». 

Existem diferenças entre a Alemanha e a China sobre o tratamento da minoria muçulmana dos uigures na região noroeste chinesa de Sinquião, a posição dura da China em Hong Kong e suas ameaças contra Taiwan e no disputado sul do Mar da China. As relações também estão sofrendo devido aos problemas que as empresas alemãs estão tendo com as rigorosas restrições de entrada na China, devido à pandemia. As empresas reclamam da falta de vistos, de mudanças nos regulamentos a curto prazo e, em alguns casos, de hotéis inaceitáveis para a quarentena compulsória de duas semanas ao entrar no país. 

Independentemente de quaisquer divergências de opinião, o governo alemão quer fazer progressos concretos em questões que são importantes para ambas as partes, citando o meio ambiente, o clima e as relações econômicas. O porta-voz do governo alemão Steffen Seibert classificou as relações de «dinâmicas, próximas, diversificadas». Sem citar as diferenças, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, falou de «bom impulso na cooperação bilateral», que deve ser levada adiante. 

Fonte: dpa; tradução: deutschland.de