No exílio

Perigo para a liberdade de imprensa significa perigo para aqueles que escrevem. Três jornalistas da Síria, da Ucrânia e da Turquia falam no Congresso Mundial do Instituto Internacional de Imprensa, relatando sobre suas experiências.

dpa - Can Dündar

Alemanha. A Cúpula do G20, em julho de 2017, acontecerá em Hamburgo que, assim, se tornará um lugar do intercâmbio de temas de importância global. Os chefes de Estado e governo dos mais importantes países industriais e em desenvolvimento estão em busca de respostas às questões da economia mundial, da saúde, da integração e da ameaça do terrorismo. Dois outros temas de grande importância já reunirão em maio as pessoas de todo o mundo em Hamburgo: a liberdade de imprensa e o jornalismo de qualidade, que também serão o ponto central dos debates no  Weltkongress des Internationalen Presse-Instituts (IPI) (Congresso Mundial do Instituto Internacional de Imprensa (IPI)).

A autonomia da mídia está sendo ameaçada em vários países. Os jornalistas afetados pela ameaça relatarão sobre suas experiências em Hamburgo. Entre eles estão também Yahya Alaous, Aleksei Bobrovnikov e Can Dündar. Estes três jornalistas vivem atualmente na Alemanha, pois não podem trabalhar livremente nas suas pátrias.

Yahya Alaous
Este jornalista sírio esteve dois anos na prisão, depois de ter feito reportagens sobre corrupção e sobre infrações contra os direitos humanos. Ele fora o redator-chefe do magazine on-line “Thara”, que se ocupa sobretudo com os direitos de crianças e mulheres. Alaous fugiu da guerra civil na Síria, vivendo agora com sua família em Berlim. Ele escreveu sobre „Mein Leben in Deutschland“ (“Minha Vida na Alemanha”) para o jornal “Süddeutsche Zeitung”. Ele também fez um relato, em uma coluna da “Handelsblatt”, sobre seu novo começo na Alemanha.

Aleksei Bobrovnikov
Depois de ter pesquisado sobre uma rede de contrabandistas e lavadores de dinheiro da Ucrânia oriental, a vida do jornalista e telejornalista Aleksei Bobrovnikov vem sendo ameaçada. Ele trabalhou fazendo reportagens de guerra em Donbass e escrevendo sobre os protestos de Maidan em Kiev. Antes de se tornar um repórter investigativo, ele se ocupara sobretudo com temas econômicos. Bobrovnikov é convidado especial da fundação Hamburger Stiftung für politisch Verfolgte

Can Dündar
O jornalista, colunista e cineasta Can Dündar trabalhou para diversos jornais turcos, entre eles, “Hürriyet”, “Sabah” e  “Milliyet”. Era redator-chefe do jornal “Cumhuriyet”, quando foi preso em novembro de 2015, acusado de espionagem. Em fevereiro de 2016, ele foi posto em liberdade através de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Mas, em maio, foi novamente condenado a dez meses de prisão. No dia do processo, ele quase foi vítima de um atentado. Dündar vive hoje em Berlim e disponibiliza na internet o portal Özgürüz (“Somos livres”), em cooperação com o centro alemão de pesquisa “Correctiv”.

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