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O chefe do BND pretende ampliar o serviço para uma unidade de defesa

Por ocasião do 70º aniversário, o presidente do BND, Martin Jäger, defende um serviço de inteligência mais eficaz. Guerras e crises aumentam a pressão.

24.04.2026
A sede do Serviço Federal de Inteligência (BND) em Berlim
A sede do Serviço Federal de Inteligência (BND) em Berlim © picture alliance / Geisler-Fotopress

Berlim (dpa, d.de) – Por ocasião do 70º aniversário do Serviço Federal de Inteligência (BND), o presidente Martin Jäger exigiu uma reestruturação profunda do órgão. Diante das crises globais, o BND precisa se tornar significativamente mais eficaz.

“Temos de ser e seremos a primeira linha de defesa da Alemanha”, afirmou Jäger durante a cerimônia realizada na quinta-feira em Berlim. O serviço de inteligência externa pretende, no futuro, confrontar mais ativamente os adversários, modernizar-se tecnologicamente e reforçar a sua resiliência em situações de crise.

Jäger alertou para uma “concomitância de guerras e crises”, bem como para atores hostis que ameaçavam a segurança nacional. Espionagem, sabotagem e intimidação voltaram a fazer parte do “repertório padrão dos nossos adversários, principalmente da Rússia”.

Além disso, avanços tecnológicos como a inteligência artificial e a computação quântica representaram uma virada à qual o serviço precisa se adaptar.

O chefe da Chancelaria, Thorsten Frei, anunciou que criará, por meio de uma nova lei, as condições necessárias para ampliar os poderes operacionais. O BND não deve se limitar a observar, mas também deve poder agir em caso de perigo iminente. “Não podemos ficar parados vendo como nos tornamos vítimas”, disse Frei.

O Serviço Federal de Inteligência foi fundado em 1º de abril de 1956. Uma reforma do quadro jurídico deverá agora desencadear um debate político mais amplo no Parlamento Federal.