Merz: Nenhuma operação militar no Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA, Trump, exorta outros países da OTAN a participarem da proteção do Estreito de Ormuz. A Alemanha e seus principais aliados rejeitam essa proposta.
Berlim/Bruxelas/Londres (dpa) - O chanceler federal, Friedrich Merz, rejeitou a participação militar alemã na proteção de petroleiros no Estreito de Ormuz e criticou duramente a postura do presidente dos EUA, Donald Trump. A OTAN é uma aliança de defesa e não uma aliança de intervenção, afirmou Merz durante um encontro com o primeiro-ministro holandês Rob Jetten na Chancelaria, em Berlim. “Por isso, espero que, dentro da aliança, também nos tratemos uns aos outros com o respeito necessário.” A guerra no Irã não é um assunto da OTAN. Merz alertou para o risco de uma “guerra sem fim” com objetivos pouco claros. O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, e o ministro da Defesa, Boris Pistorius, também se manifestaram no mesmo sentido.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou: “Esta não será uma missão da OTAN e nunca foi concebida como tal.” A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, enfatizou que seu governo não considera a possibilidade de participar, mas que, ao contrário, é preciso pôr fim à guerra. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, e um porta-voz da OTAN também reagiram com cautela às exigências de Trump para que a aliança interviesse.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, que é fundamental para o transporte internacional de petróleo e gás natural liquefeito, praticamente parou devido à guerra e à ameaça de ataques iranianos.
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