Febre de Berlinale

Petiscos cinematográficos, musicais e culinários – e protestos no tapete vermelho: impressões de um fim de semana na Berlinale.

Berlinale 2018: Fãs assediam o ator Robert Pattinson
Berlinale 2018: Fãs assediam o ator Robert Pattinson dpa

Alemanha. Berlim em febre de cinema: até o dia 25 de fevereiro podem ser vistos na Berlinale mais de 400 produções cinematográficas de todo o mundo. Impressões do festival.

Berlinale 2018: Greta Gerwig e Tilda Swinton
Berlinale 2018: Greta Gerwig e Tilda Swinton dpa

#MeToo na Berlinale

O debate #MeToo sobre assédio sexual no setor do cinema também foi assunto das conversas na Berlinale. Vários eventos ofereceram discussões sobre esse tema. Na cerimônia de gala da abertura, a ministra da Cultura, Monika Grütters, conclamou a uma transformação cultural: “O poder e o medo já foram cúmplices silenciosos durante muito tempo. A época do silêncio tem de acabar”. À véspera do Festival, a atriz Claudia Eisinger conclamou o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick, a dar um sinal, pintando de preto o tapete vermelho. Esse desejo não foi atendido, mas na abertura, muitas atrizes vestiram-se de preto: a americana Greta Gerwig, a britânica Tilda Swinton, bem como as alemãs Iris Berben, Senta Berger e Meret Becker. À margem do tapete vermelho, algumas mulheres do público portaram máscaras e cartazes com a inscrição “#IchAuch”.

#MeToo: Protesto no tapete vermelho
#MeToo: Protesto no tapete vermelho Fanny Steyer

Filmes alemães na competição

O cinema alemão está especialmente visível nesta Berlinale; somente na seção de “Competição”, concorrem quatro filmes alemães. Eles mostram toda a variedade do cinema alemão: “Transit“ de Christian Petzold, “In den Gängen“ de Thomas Stuber, “3 Tage in Quiberon“ de Emily Atef e “Mein Bruder heißt Robert und ist ein Idiot“ de Philip Gröning.

“Transit” é baseado no romance homônimo de Anna Seghers, tendo o astro Franz Rogowski como protagonista. Ele faz o papel de um homem fugitivo, a ação se passa em Marselha. E Rogowski é também o protagonista num segundo filme da competição, o filme “In den Gängen”.

Presidente do júri Tom Tykwer

Este ano, a Berlinale tem um presidente alemão no júri: Tom Tykwer, o diretor de filmes como “Corra, Lola, corra”, “The International”, “Cloud Atlas”, “O Perfume: História de um Assassino” e série premiada de televisão “Babylon Berlin“. No âmbito da seção “Berlinale Talents”, Tom Tykwer relatou aos cineastas novatos o seu trabalho para a série, neste primeiro fim de semana do Festival.

Tom Tykwer é o presidente do júri da Berlinale
Tom Tykwer é o presidente do júri da Berlinale dpa

Música na Berlinale

Para fãs de música, a Berlinale tem algumas surpresas. Um compositor faz parte do júri: o japonês Ryūichi Sakamoto. Na seção “Panorama”, é exibido “Shut Up and Play the Piano“ do diretor alemão Philipp Jedicke, um documentário sobre o músico canadense Chilly Gonzales. Gonzales esteve presente na estreia, da mesma forma como a cantora de “rap” Peaches.

Cinema culinário

A seção “Kulinarisches Kino“ (“Cinema Culinário”) é um sucesso permanente na Berlinale. Na exibição de documentários sobre temas culinários, são servidos cardápios de cozinheiros famosos. Nesse contexto foi exibido o filme “Chef Flynn”, sobre o chef de cuisine americano Flynn McGarry, de 19 anos de idade. Após a apresentação foram servidos purê de cenoura e de café com crustáceos, bem como batata sauté em sopa de mexilhões.