O novo ministro das Relações Externas da Alemanha

Sigmar Gabriel é o nome do novo ministro alemão das Relações Externas. Ele ganhou perfil para o cargo, entre outras coisas, como defensor da virada energética na Alemanha e em todo o mundo.

dpa - Angela Merkel, Joachim Gauck, Sigmar Gabriel

“Esse pessoal nada tem a ver com a Alemanha, como nós a desejamos”. O vice-chanceler Sigmar Gabriel estava visivelmente enfurecido no verão alemão de 2015, quando se apresentou às câmeras das emissoras de tevê em Heidenau. Pouco antes, um grupo de extremistas de direita havia protestado violentamente contra a acolhida a refugiados no povoado próximo a Dresden. Nesse momento em Heidenau juntaram-se muitas coisas características de Gabriel: a palavra franca, a solidariedade com os mais fracos na sociedade, a luta contra o extremismo de direita.

Angela Merkel, Joachim Gauck und Familie Gabriel

Exatamente isso faz parte dos temas mais importantes na vida de Gabriel. Criado por um pai que admirava profundamente o nazismo, o político – hoje com 57 anos de idade – teve uma infância difícil. Após a separação dos seus pais, Gabriel renasceu e logo se orientou na direção da política. Através da organização juvenil “Die Falken”, ele chegou ao Partido Socialdemocrata da Alemanha (SPD). Como professor na Volkshochschule da sua terra natal Goslar, ele trabalhava com imigrantes e jovens desempregados, antes de dedicar-se inteiramente à política – primeiro no Estado da Baixa Saxônia, desde 2005 em Berlim.

Engajado pela virada energética

Lá, ele ganhou perfil como ministro federal do Meio Ambiente na primeira grande coalizão liderada por Angela Merkel. Ele se engajou sobretudo pela virada energética – um dos mais importantes projetos de futuro da Alemanha, que ele posteriormente, como ministro federal da Economia e da Energia, continuou acompanhando. Entrementes, quase um terço da eletricidade na Alemanha é proveniente de fontes renováveis de energia. Muitos outros países em todo o mundo orientam-se pelo modelo alemão.

Após as eleições ao Parlamento Federal em 2013, Gabriel participou de maneira decisiva, como presidente do SPD, da elaboração do acordo para uma nova grande coalizão. Dentro do seu partido, ele empenhou-se para que a base pudesse participar da decisão sobre o acordo – na Alemanha, essa foi a primeira consulta desse tipo aos membros de um partido.

Como pessoa privada, Sigmar Gabriel chamou a atenção sobretudo em 2014. Na época, ele anunciou que buscaria sua filha no jardim de infância uma vez por semana – independente do estresse político. Gabriel tem ainda uma filha adulta de um casamento anterior e, na primavera alemã de 2017, vai tornar-se pai mais uma vez.

Europa como desafio

Em 27 de janeiro de 2017, Sigmar Gabriel sucede a Frank-Walter Steinmeier no cargo de ministro alemão das Relações Externas. Para ele, não são desconhecidos os desafios inerentes ao cargo. “Paz e direitos humanos, crescimento sustentável ou bom trabalho – as questões-chaves da política sempre têm também uma dimensão internacional”, diz Gabriel. “Nós, alemães, estamos no momento diante de desafios especiais na questão da Europa”.

Principais estações políticas:

De 1999 até 2003: Governador do Estado da Baixa Saxônia

Desde 2005: Membro do Parlamento Federal

De 2005 até 2009: Ministro Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança de Reatores

Desde 2009: Presidente do SPD (até março de 2017)

Desde 2013: Vice-chanceler

De 2013 até 2017: Ministro Federal da Economia e da Energia

A partir de 27 de janeiro de 2017: Ministro Federal das Relações Externas

 

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