Alemanha financia fusão nuclear com 500 milhões de euros
O Ministério Federal de Pesquisa quer impulsionar a construção de uma usina de fusão e, para isso, financia principalmente startups e empresas de tecnologia.
Berlim (d.de) – A Alemanha impulsiona o desenvolvimento de usinas de fusão nuclear. No âmbito da Agenda de Alta Tecnologia da Alemanha, a Agência Federal de Inovações Disruptivas (SPRIND) lançou um novo programa de financiamento a pedido do Ministério Federal da Pesquisa. O objetivo é apoiar, sobretudo, startups e jovens empresas de tecnologia a aproveitar a fusão nuclear para a geração de energia. Até 2029, o governo federal disponibilizará 500 milhões de euros para esse fim.
“A fusão alcançou avanços científicos significativos nos últimos anos e está prestes a dar o salto da pesquisa básica para as aplicações industriais e comerciais”, afirmou a ministra federal da Pesquisa, Dorothee Bär.
Como funciona a fusão nuclear?
Na fusão nuclear, núcleos atômicos leves fundem-se e liberam grandes quantidades de energia. É por esse princípio que o Sol também gera sua energia. Pesquisadores querem usar esse processo na Terra para gerar grandes quantidades de eletricidade de forma ecologicamente correta no futuro. Até o momento, no entanto, ainda não existe uma usina de fusão comercialmente viável.
A Alemanha está entre os locais importantes para a pesquisa internacional de fusão. No Instituto Max Planck de Física do Plasma, em Garching, perto de Munique, e em Greifswald, estão sendo pesquisados dois processos diferentes de fusão. Também em Karlsruhe e em Jülich, cientistas estão trabalhando nessa tecnologia. Em Biblis, no estado de Hesse, está prevista a construção de uma usina de fusão a laser no terreno da antiga usina nuclear.
O novo programa de incentivo tem como objetivo acelerar a transição da pesquisa para a aplicação prática. As empresas recebem apoio financeiro se atingirem metas técnicas e econômicas estabelecidas. Quem não atingir esses marcos será excluído do programa. O objetivo inicial é um plano de construção concreto para uma usina de demonstração de fusão. A longo prazo, o financiamento público deve aumentar para até 2,5 bilhões de euros.