EUA e europeus conclamam à desescalada

Em vista da situação tensa no conflito da Ucrânia, o presidente americano Biden e os aliados da Europa estão unidos em seus apelos a Moscou. 

USA und Europäer rufen zur Deeskalation auf
dpa

Washington/Berlim/Bruxelas/Moscou (dpa) – Os líderes dos EUA e seus aliados europeus apelaram conjuntamente à Rússia para que tome medidas visíveis rumo à desescalada no conflito da Ucrânia. Durante uma videoconferência na segunda-feira à noite, os participantes – entre eles o presidente americano Joe Biden e o chanceler alemão Olaf Scholz (SPD) – reiteraram seu desejo de uma solução diplomática e ameaçaram Moscou com graves consequências no caso de novas agressões contra a Ucrânia, segundo comunicados dos governos de Washington e de Berlim. Outras consultações de alto nível estão agendadas para os próximos dias. Scholz receberá o presidente francês Emmanuel Macron em Berlim nesta terça-feira. Também o conflito na Ucrânia será tratado na sua reunião.

Em vista de um deslocamento maciço de tropas russas para perto da fronteira com a Ucrânia, há receios no Ocidente de que a Rússia possa estar planejando uma invasão do país vizinho – o que Moscou nega. Também é considerado possível que os temores só sejam provocados para persuadir os países da OTAN a fazerem concessões quanto às exigências russas de novas garantias de segurança. O objetivo declarado da Rússia é, por exemplo, que a OTAN renuncie a uma nova expansão para o Leste e retire suas forças armadas de países da Aliança Atlântica no Leste europeu. A OTAN, os EUA – como de longe o aliado mais poderoso e militarmente importante – e a União Europeia rejeitam estas exigências como inaceitáveis.

Na segunda-feira à noite, Biden, Scholz, Macron, o chefe de governo italiano Mario Draghi, o presidente polonês Andrzej Duda, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o secretário geral da OTAN Jens Stoltenberg, a chefe da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho da UE Charles Michel participaram de uma videoconferência para discutir a situação.

Fonte: dpa, tradução: deutschland.de