Forças Armadas alemãs devem permanecer na África Ocidental

A luta contra terroristas e criminosos é o foco da missão militar internacional em Mali. As Forças Armadas alemãs deverão continuar participando da missão. 

Bundeswehr soll in Westafrika bleiben
dpa

Berlim (dpa) – O governo alemão quer continuar enviando soldados alemães para a África Ocidental, mas de uma forma modificada. Entre outras coisas, o gabinete em Berlim aprovou na quarta-feira um novo mandato para a participação alemã na missão de estabilização da ONU, Minusma, em Mali. O teto de pessoal deverá aumentar de 1100 para 1400 soldados.

«Estamos hasteando a bandeira pela segurança do povo do Mali», enfatizou a ministra das Relações Externas, Annalena Baerbock (Os Verdes), durante o primeiro debate no Parlamento alemão. A missão também se destina a impedir a criação de refúgios para organizações terroristas e o crime organizado na zona do Sahel.

O Parlamento Federal alemão decidirá sobre a prorrogação do mandato para a missão Minusma, bem como sobre uma maior participação na EUTM, uma missão europeia de treinamento militar. A EUTM foi suspensa após o golpe militar em Mali e agora deve ser reavaliada. De acordo com a decisão do gabinete, a missão se concentrará agora no país vizinho Níger, onde os comandos alemães treinarão as forças locais na luta contra o terrorismo e as quadrilhas armadas.

A ministra do Desenvolvimento Svenja Schulze (SPD) descreveu a missão como um pré-requisito essencial para a cooperação desenvolvimentista com o Mali: «A segurança humana não pode ser criada apenas por meios militares; inclui também segurança alimentar, segurança de renda, segurança energética, em suma: meios de subsistência estáveis e seguros. Segurança e desenvolvimento são duas faces da mesma moeda».

Fonte: dpa, tradução: deutschland.de