Maas: Não ficar de braços cruzados

Os militares tomaram o poder em Myanmar. A UE quer agora exercer pressão sobre o país, através de sanções. 

Maas: Nicht tatenlos zuschauen
dpa

Bruxelas (dpa) – A liderança militar em Myanmar está ameaçada com novas sanções da UE após seu golpe contra o governo. «Todos os canais diplomáticos ainda disponíveis serão utilizados para trabalhar em prol da desescalada», disse na segunda-feira o ministro alemão das Relações Externas, Heiko Maas, à margem das consultações com os colegas da UE em Bruxelas. Caso isso não obtenha êxito, ele afirmou que seriam preparadas ao mesmo tempo sanções contra o regime militar.

Em particular, o tratamento dado aos manifestantes em Myanmar é «extremamente preocupante», disse o político do SPD. Ele acrescentou que o governo alemão continua condenando o golpe da liderança militar e não está disposto a permanecer de braços cruzados em relação aos acontecimentos no país do sudeste asiático.

Numa declaração publicada pelos ministros das Relações Exteriores na segunda-feira, a UE reiterou seu apelo para «o fim imediato do estado de emergência, a restauração do governo civil legítimo e a abertura do Parlamento recém-eleito». A UE também exige a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas presas no contexto do golpe, incluindo o presidente Win Myint e a conselheira estatal Aung San Suu Kyi.

 Ao mesmo tempo, a União Europeia promete continuar fornecendo ajuda humanitária. As sanções agora em preparação devem ser projetadas de forma a não prejudicar a população do país.

Fonte: dpa; tradução: deutschland.de