Processo de Helsinque é solicitado para o Oriente Médio
O presidente federal Steinmeier e seu colega finlandês Stubb veem no marco da política de distensão europeia um modelo.
Berlim (dpa) – O presidente federal, Frank-Walter Steinmeier, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, pedem um diálogo amplo com todos os intervenientes importantes para romper as frentes endurecidas no Oriente Médio. Em um artigo de opinião conjunto para o “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, eles propõem um processo de segurança cooperativa seguindo o modelo do Processo de Helsinque na década de 1970, que até hoje é considerado um marco da política de distensão europeia.
“A confiança no Oriente Médio está no nível mais baixo em décadas. Cinquenta anos atrás, os europeus encontraram um caminho para sair de um endurecimento semelhante. Propomos arriscar esse caminho novamente”, disseram Steinmeier e Stubb. Naquela época, em um clima de desconfiança, foi possível conceber “a iniciativa de segurança cooperativa mais ambiciosa do século XX”. “Tiramos disso uma lição simples: Não é preciso confiança para iniciar um processo. O próprio processo cria confiança.”
O Processo de Helsinque foi uma iniciativa de distensão entre o Oriente e o Ocidente durante a Guerra Fria. Nele, 35 países se comprometeram a promover a cooperação, respeitar as fronteiras e respeitar os direitos humanos. Embora os acordos não fossem juridicamente vinculativos, eles fortaleceram de forma sustentável a confiança entre os países, bem como a importância dos direitos humanos, da segurança e da cooperação internacional.