Scholz conta com um longo período glacial entre Berlim e Moscou

O chanceler alemão Olaf Scholz mencionou claramente em uma declaração governamental as consequências a longo prazo da guerra de Putin.

Olaf Scholz
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Berlin/Kiev (dpa) – Na opinião de Olaf Scholz, a Alemanha e a Rússia trilharão por muito tempo caminhos diferentes, devido aos ataques russos à Ucrânia. Uma parceria com essa Rússia agressiva e imperialista sob o governo de Vladimir Putin não seria imaginável em um futuro próximo. Isto disse o político do SPD na quarta-feira em uma declaração governamental no Bundestag (Parlamento Alemão), por ocasião das breves reuniões de cúpula da União Europeia, do grupo G7, das democracias mais industrializadas, e da OTAN.

Ao mesmo tempo, o chanceler advertiu para não se tirarem conclusões errôneas disso. “Não seria sensato rescindir, de nossa parte, as declarações contidas na Ata Fundamental OTAN-Rússia”, disse ele. Essa ata fundamental reiteraria exatamente os princípios que Putin está violando de maneira tão flagrante, ou seja, a observação das fronteiras e a soberania dos Estados independentes. Putin sempre deveria ser relembrado disso.

Scholz reforçou o desejo de um “Plano Marshall” para reconstruir a Ucrânia destruída pela guerra. As impressões tidas na sua visita à Ucrânia, na semana passada, o teriam feito recordar as fotos das cidades alemãs depois da II Guerra Mundial. “E como a Europa destruída daquela época, a Ucrânia também precisa agora de um Plano Marshall para ser reconstruída”, disse Scholz. Para organizar essa ajuda, ele pretende convocar uma conferência internacional de peritos no contexto da presidência alemã do G7. Com o Plano Marshall, os EUA financiaram, entre 1948 e 1952, reconstruções na Alemanha e em outros Estados europeus, empregando, para tanto, muitos bilhões de dólares.

Fonte: dpa, tradução: deutschland.de