Passado vivo

A Fundação Federal de Estudos da Ditadura Comunista na Alemanha Oriental relembra a RDA e olha para o presente e o futuro, também internacionalmente.

Berlim Oriental, 1989: «Esclarecimento público dos crimes do Stasi».
Berlim Oriental, 1989: «Esclarecimento público dos crimes do Stasi». picture alliance / AFP

A RDA é História. O que ainda podemos aprender com isso? Muito, é a resposta ao olhar para o trabalho da Fundação Federal de Estudos da Ditadura Comunista na Alemanha Oriental. Por um lado, a Fundação Federal dedica-se às causas, História e consequências da ditadura na Zona de Ocupação Soviética (SBZ) e na RDA que dela emergiu e foi governada pelo partido Unidade Socialista da Alemanha (SED). Entretanto, a Fundação Federal também acompanha o crescimento conjunto da Alemanha reunificada, por exemplo, com o programa federal «A juventude recorda». Entre outras coisas, os jovens tratam das consequências muitas vezes graves do trabalho do antigo Serviço de Segurança do Estado (Stasi) até os dias de hoje.

A Fundação Federal também possui uma ampla gama de redes internacionais. «A necessidade de entender melhor este passado, precisamente hoje, esteve muito presente em várias conversas em Berlim», relata a cineasta búlgara Diana Ivanova, por exemplo, sobre sua participação no programa de intercâmbio «Trabalho de Memória». Ela se ocupou com as consequências traumatizantes do trabalho dos serviços secretos na Bulgária comunista e na RDA.

Ainda temos muito a aprender uns com os outros e muita pesquisa pela frente.

Pheaktra Song do Museu do Genocídio Tuol Sleng em Phnom Penh

Pheaktra Song, chefe do arquivo do Museu do Genocídio Tuol Sleng, na capital do Camboja, Phnom Penh, também se beneficiou do programa «Trabalho de Memória». De outubro a dezembro de 2019, ele trabalhou no Memorial e Centro de Educação Andreasstrasse em Erfurt, Alemanha, e aprendeu sobre seu conteúdo e métodos para lidar com a ditadura da SED. Sua conclusão mostra o valor do trabalho de lembrança: «Ainda temos muito a aprender uns com os outros e muita pesquisa à nossa frente sobre regimes comunistas como na RDA e no Camboja. Mas as fronteiras do passado, como o Muro de Berlim, desapareceram».

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