Vamos sair dos museus!

Patrimônio cultural europeu. Isto é muito mais do que ruínas e objetos de museu empoeirados. Três exemplos muito animados.

Ano do Patrimônio Cultural Europeu. Jovens em busca de indícios.
Ano do Patrimônio Cultural Europeu. Jovens em busca de indícios. Europäischer Wettbewerb/Oliver Vazquez Feiler

Alemanha. O programa do Ano do Patrimônio Cultural Europeu de 2018 comprova a intensidade com que o patrimônio cultural vem influenciando o presente. A Alemanha é um dos países que deram início a esse ano de ação, baseando-se na ideia: “Descobrir a Europa no local”. Em todo território nacional há cerca de 1 000 projetos e eventos sobre cinco temas centrais: 
 

  • Europa: intercâmbio e movimento
  • Espaços de limites e movimento
  • A cidade europeia
  • Recordação e expansão
  • Patrimônio vivido
     

O que queremos, em especial, é que as crianças e os jovens fiquem conhecendo o patrimônio cultural europeu. Apresentamos aqui três projetos. 

Hackathon cultural “Coding da Vinci Ost” 

Faça algo desse tesouro de dados! Os jovens, que gostam de programar, estão convidados a buscar documentos históricos arquivados em museus, para dar-lhes uma nova vida digital. Em 14 de abril será iniciada em Leipzig a Kultur-Hackathon „Coding da Vinci Ost“ (Hackathon cultural “Coding da Vinci Ost”). Trinta instituições culturais dos Estados federados da Saxônia, Saxônia-Anhalt e Turíngia disponibilizaram desenhos, manuscritos, fotos e documentos gravados digitais, para que sejam aproveitados criativamente e sem limites. Os projetos vencedores serão premiados em 16 de junho.

“Murmeln der Erinnerung”

Um exemplo impressionante de cultura digital de recordação é o chatbot “Murmeln der Erinnerung” (Bolinhas de gude da recordação). Através deste app, pode-se ficar conhecendo a história das crianças judias que viveram em Berlim de 1933 a 1945, durante o período nazista. Através do serviço mensageiro Telegram, os usuários tomam “contato” com elas em (@MarblesBot) e ficam sabendo, em um diálogo virtual, do dia a dia e do destino de cada criança. O passado de lugares atuais se torna transparente, sendo que os nomes em Pedras da Memória recebem uma feição. Esta experiência emocional fica muito mais gravada na mente do que dados e números.  

Um grupo internacional desenvolveu os “Murmeln der Erinnerung” durante a Hackathon cultural “Coding da Vinci 2017”.  Esse projeto será agora ampliado, por ocasião do Ano do Patrimônio Cultural Europeu de 2018.

Competição “Denk mal – worauf baut Europa?”

Existe uma relação entre as atuais “selfies” e a pintura histórica de retratos a óleo? Claro que sim! Os participantes da Competição Europeia entre Escolas descobrem aí muitas relações. Outros participantes já fizeram um plano de suas visões de uma cidade europeia ou de monumentos para os que servem de exemplo. Usando o mote “Pense: No que se baseia a Europa?”, 85 626 alunos e alunas de 25 países europeus enviaram seus trabalhos criativos, de histórias em quadrinho e vídeos de hip-hop até apps, tornando evidente que a Europa pode contar com sua jovem geração.

Sharing Heritage – Ano do Patrimônio Cultural Europeu de 2018

Europäisches Kulturerbejahr: Jugendliche auf Spurensuche.
Europäischer Wettbewerb /Lisa Gommeringer