Manter a memória cinematográfica
Filmes alemães devem ser reunidos, sem lacunas, em um banco de dados central e mantidos duradouramente.
CINEMA É CULT(URA). “Um filme sensibiliza mais, emocionalmente, do que qualquer outra forma artística”, diz o secretário de Estado de Cultura, Bernd Neumann. “Ele contribui essencialmente para a compreensão de nossa cultura e sociedade. Filmes documentam de forma única a evolução histórica de nosso país.” Por isto o governo federal decidiu-se pela obrigatoriedade do registro de filmes alemães. No futuro, fabricantes devem fornecer dados técnicos e de conteúdo detalhados sobre suas obras cinematográficas, que serão disponibilizados em um sistema unificado. Assim, está surgindo um banco de dados central sobre a memória cinematográfica alemã. Até agora, somente filmes financiados com recursos públicos foram arquivados – e de forma descentralizada. Além do registro obrigatório dos filmes atuais, filmes mais antigos serão restaurados e digitalizados com ajuda da federação, a fim de também conservar para as proximas gerações clássicos como o filme mudo “Nosferatu”, de Friedrich Wilhelm Murnau, ou “O Anjo Azul”, de Josef von Sternberg, com Marlene Dietrich. A longo prazo, o objetivo é reunir e conservar, se possível sem lacunas, a cinematografia alemã.
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