Novas startups alemães

O cenário das startups na Alemanha é muito animado. Uma pequena série sobre empresas bem sucedidas. 1ª Parte: startups no ramo de TI.

dpa/Gero Breloer - Startups

De vinte em vinte horas surge uma startup em Berlim. Munique e Hamburgo também são atraentes para a fundação de empresas. Segundo a sondagem “Deutscher Startup-Monitor” (DSM), 8,6% das novas firmas alemãs do ano de 2015 surgiram no ramo de TI e do desenvolvimento de software. São, sobretudo, as cidades universitárias fortes em tecnologia e administração de empresas da Alemanha que fazem surgir informáticos excepcionais. Mas nem todo informático excepcional é um bom fundador de empresa.   

EXIST impulsiona

Aqui, entra em ação o EXIST, um programa de promoção do Ministério Federal da Economia e Energia (BMWi), que ajuda os formandos universitários, os cientistas e estudantes na preparação da primeira instalação de uma empresa. Celonis, de Munique, é um bom exemplo disto. Esta firma startup, promovida pelo EXIST, foi fundada por três estudantes da Technische Universität de Munique. Martin Klenk, Bastian Nominacher e Alexander Rinke oferecem a “Process Mining”, uma tecnologia para megadados, que analisa automaticamente os processos em empresas. Atualmente, Celonis é empregada em mais de 20 países por firmas como Siemens, Deloitte, Bayer e Vodafone. A empresa Secomba também tem sua sede no sul da Alemanha, em Augsburg. Esta firma startup foi fundada pela jovem Andrea Pfundmeier, o que comprova a tendência, pois, segundo a DSM, a percentagem de fundadoras subiu de 10,7% em 2014 a 13% em 2015. Pfundmeier, perita em direito econômico, lançou no mercado, juntamente com Robert Freudenreich, o Boxcrypter, um software criptográfico para o armazenamento seguro de dados na nuvem. Esta startup recebeu em 2014 o Prêmio Alemão de Fundadores. Boxcrypter conseguiu se impor frente aos tradicionais gigantes do ramo.

Na Alemanha, Berlim é a capital das startups, para as quais fluíram, em 2015, 2,1 bilhões de euros dos investimentos “Venture-Capital” da Alemanha, o que é um valor máximo na Europa. Em segundo lugar está Londres com 1,7 bilhão de euros de investimentos. Berlim é também a pátria das startups de Cookies, cujos sistemas de pagamento através de Apps prometem uma facilidade tão grande de transferência como o envio de um SMS. Seus fundadores, o russo Garry Krugljakow e o argelino Lamine Cheloufi, dão emprego a 24 pessoas de 12 países. É um bom exemplo da internacionalidade das startups alemãs, pois quase 10% dos novos empresários e empresárias e 22% dos empregados destas empresas vêm do estrangeiro.

http://deutscherstartupmonitor.de

www.celonis.de

www.boxcryptor.com

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