Baerbock: Morte de jovem iraniana é tema para o Conselho de Direitos Humanos da ONU

À margem da Assembleia Geral da ONU, a ministra das Relações Externas anuncia que a Alemanha pretende levar o caso ao Conselho de Direitos Humanos. 

Baerbock: Tod junger Iranerin ist Thema für den UN-Menschenrechtsrat
picture alliance/dpa

Nova York (dpa) – A Alemanha pretende levar o caso de Mahsa Amini, de 22 anos, que morreu sob custódia policial iraniana, perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Isto foi anunciado pela ministra das Relações Externas Annalena Baerbock na quinta-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York. Se as mulheres não estão seguras, então nenhuma sociedade neste mundo está segura, disse a ministra. “É por isso que o ataque brutal às mulheres corajosas no Irã também é um ataque à humanidade”. O caso Amini é uma violação dos direitos da mulher e, portanto, uma violação dos direitos humanos pelo Irã.

Pelo menos 17 pessoas foram mortas em protestos e tumultos em dezenas de cidades no Irã. Tanto as forças de segurança quanto os manifestantes estavam entre as vítimas, noticiou a televisão estatal na quinta-feira. Nenhum outro pormenor foi divulgado.

Os protestos foram desencadeados pela morte de Amini. Ela foi presa pela polícia de costumes há pouco mais de uma semana, por violar o rígido código de vestimenta islâmica. Não está claro o que exatamente aconteceu com Amini após sua prisão. Ela entrou em coma e morreu num hospital na sexta-feira. Críticos acusam a polícia de costumes de ter usado a força. A polícia rejeita as acusações. Desde então, milhares de pessoas se manifestam em todo o país contra o curso repressivo do governo.

Fonte: dpa; Tradução: deutschland.de