“Uma nova geração de europeus convictos”

Johannes Trommer, de 35 anos de idade, da cidade de Jena, dá assistência dos estudantes do Erasmus na Alemanha. Ele afirma: “O melhor é constatar in loco, que todos podem tirar proveito de uma Europa aberta”.

Martin Jehnichen - Johannes Trommer

“Já desde cedo, nos meus estudos na Universidade Friedrich Schiller de Jena, fiquei conhecendo estudantes do Erasmus de muitos países. Meu primeiro contato com outros europeus! Depois disso, ficou claro para mim que eu também queria ir para o exterior. No curso de Ciências Políticas, tratamos diariamente de outros países, sobre as semelhanças e diferenças e sobre as relações recíprocas. É preciso saber, sobre o que se discute. Experiência de vida em outros países é para isso indispensável. Confrontado com uma outra perspectiva do processo europeu, é mais simples avaliar realisticamente esses temas. 

Para mim, é hoje muito importante levar adiante o intercâmbio europeu. Na votação sobre o ‘Brexit’ na Grã-Bretanha, pudemos ver que muitas pessoas jovens votaram a favor da Europa. Para o projeto comum europeu de paz, eles deveriam ter uma boa formação. Exatamente as pessoas jovens têm de ficar conhecendo as vantagens de uma União Europeia – em vez de se deixar enredar por qualquer um em alguma coisa. O melhor é constatar in loco, que ‘os outros’ não são ameaçadores, mas sim que todos tiram proveito de uma Europa aberta. 

Levar mais pessoas ao exterior 

Eu dediquei meu trabalho final do bacharelado ao tema, se as experiências no exterior mudam ou não a atitude em relação à Europa. O interessante resultado foi que as pessoas que vão para o exterior, por exemplo com bolsa do programa Erasmus+, já têm de antemão uma atitude pró-europeia. Ou seja, se quisermos convencer ainda mais pessoas a ir para o exterior, temos de alcançar aqueles que até agora talvez não tenham ouvido falar nada sobre tal possibilidade. Temos de oferecer-lhes uma chance – quanto mais cedo, melhor. 

Desde 2009, eu me engajo ativamente na Rede dos Estudantes do Erasmus (ESN) em níveis local e nacional e presto assistência aos estudantes do Erasmus na Alemanha. Desde que o programa Erasmus foi ampliado para o programa Erasmus+, não vêm mais apenas universitários, mas também aprendizes ou funcionários das universidades. Nós cuidamos também desses novos grupos e de universitários internacionais de países que não pertencem à UE. 

A organização estudantil europeia ESN existe entretanto em 40 países e em mais de 500 cidades. Nós cuidamos não apenas de estudantes internacionais, mas nos engajamos também para que mais pessoas façam uma estadia no exterior. Queremos levar adiante a integração de estudantes deficientes e desenvolvemos um programa que se intitula ‘SocialErasmus‘ e que torna mais fácil para os estudantes os contatos cultural e social com as pessoas do país anfitrião. Se o tempo permitir, pretendo continuar me dedicando a esse engajamento também durante a minha vida profissional. Eu desejo que surja uma nova geração de europeus convictos”. 

Johannes Trommer é um europeu convicto: em 2008/2009, o então estudante de Ciências Políticas de Jena foi para a Universidade de Pádua, na Itália, para fazer um curso universitário no exterior, com uma bolsa do Erasmus. Em 2012, durante um estágio de cinco meses em Luxemburgo, ele organizou, no âmbito da rede europeia de projetos “Campus Europae”, a excursão ciclística “Ride for your Rights”: simpatizantes e participantes foram de bicicleta de Luxemburgo para Bruxelas – a excursão visou promover o intercâmbio estudantil e o projeto “Campus Europae”. O próprio Trommer foi apoiado pelo programa europeu de mobilidade de então “Leonardo da Vinci”, que hoje foi substituído pelo novo programa Erasmus+. Já há alguns anos, Trommer engaja-se na Rede dos Estudantes do Erasmo (ESN), prestando assistência aos estudantes do Erasmus na Alemanha. 

Protocolo: Bettina Mittelstraß

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