200 anos do nascimento de Richard Wagner

O compositor representa a transição para a música moderna. Ele teve uma vida agitada, cheia de transgressão de normas.

picture-alliance/dpa

Ele é venerado ou odiado. Sua música e sua ideologia são controversas: Richard Wagner, nascido a 22 de maio de 1813 em Leipzig, falecido em Veneza no ano de 1883. Com sua música, ele com frequência exigiu muito dos seus contemporâneos. A posteridade irrita-se principalmente com o lado obscuro do seu caráter. É incontestável, porém, que o presunçoso saxão foi o primeiro compositor a dar um passo em direção ao modernismo musical, com o seu drama “Tristão e Isolda” de 1865. “Até ‘Tristão e Isolda’, não houve uma ópera comparável em grandeza, intensidade, complexidade harmoniosa, arte de instrumentalização emancipada, de sensualidade, força mitológica e imaginação”, escreveu Wolfgang Sandner, musicólogo e especialista wagneriano.

Revolucionário foi também “O Anel do Nibelungo” – uma maratona musical de 16 horas de duração, dividida em quatro partes. A obra principal de Wagner tomou o mundo mitológico germânico da saga do Nibelungo como molde para uma grande crítica social, em cujo final o mundo termina em chamas. Wagner trabalhou 26 anos no “Anel”, até que ele correspondeu à sua aspiração como obra de arte completa, reunindo literatura, teatro e música. Convencido do seu próprio gênio como compositor, ele tinha a visão de criar uma “obra de arte do futuro” com a ópera. Em agosto de 1876, o “Anel” abriu o primeiro Festival de Bayreuth – e até hoje, o evento musical é uma atração para os wagnerianos.

O músico teve uma vida agitada. Seu primeiro êxito foi logrado por Wagner em Dresden, com a ópera “Rienzi”. Seguiram-se “O Navio Fantasma”, “Tannhäuser” e “Lohengrin”. Em Dresden, Wagner participou da rebelião de maio de 1849, foi procurado com mandado de prisão e teve de fugir, primeiro para Paris e depois para Zurique. Na realidade, Wagner passou a maior parte da sua vida no exílio na Suíça ou fugindo dos credores – ele cultivava um estilo de vida acima das suas posses. O compositor foi casado duas vezes e teve inúmeros casos amorosos. Ele não se preocupava com convenções sociais. Sua segunda esposa Cosima, filha do virtuoso pianista Franz Liszt, foi casada anteriormente com o amigo e colega de Wagner, Hans von Bülow.

No ano do 200º aniversário de Wagner, muitas cidades ligadas à sua biografia relembram o compositor romântico tardio através de encenações, exposições e debates. Principalmente Leipzig, Dresden, Munique e, naturalmente, sua última cidade residencial Bayreuth promovem eventos relacionados com o Ano de Wagner.

O aniversário de 200 anos de Richard Wagner é festejado neste 22 de maio de 2013

www.wagnerjahr2013.de

© www.deutschland.de