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Investir na Alemanha

Local atraente: Empresas de alta tecnologia dos EUA, Ásia e Europa investem fortemente na Alemanha e criam grupos fortes.

Wolf ZinnWolf Zinn, 17.02.2026
Frankfurt e toda a região do Reno-Meno estão entre os locais preferidos dos investidores internacionais.
Frankfurt e toda a região do Reno-Meno estão entre os locais preferidos dos investidores internacionais. © shutterstock | Sven Hansche

A dinâmica aumentou significativamente: Em 2025, as empresas internacionais investiram cerca de 96 bilhões de euros na Alemanha – mais do que o dobro do ano anterior. A empresa federal de promoção econômica Germany Trade & Invest (GTAI) considera isso um claro sinal de confiança. A Alemanha é atraente para empresas de todo o mundo porque as condições estáveis e a elevada segurança jurídica tornam os investimentos confiáveis e previsíveis, afirma a presidente da GTAI, Julia Braune. O que mais fala a favor da Alemanha? Muita coisa: Redes eficientes de transporte, energia e dados, um forte panorama de pesquisa, mão de obra altamente qualificada, grupos industriais consolidados e, por último, mas não menos importante, acesso ao mercado interno da UE.

Bilhões para infraestrutura digital

São principalmente as empresas de tecnologia americanas que impulsionam a expansão da infraestrutura digital. O Google anunciou investimentos de 5,5 bilhões de euros até 2029 para centros de dados e capacidades de nuvem. A Microsoft investirá 3,2 bilhões de euros em dois anos em infraestrutura de IA e nuvem. A Oracle pretende investir mais cerca de 1,9 bilhão de euros na região de Frankfurt ao longo de cinco anos. A região do Reno-Meno é um dos principais centros de internet da Europa e atrai fornecedores de todo o mundo. A empresa japonesa NTT Global Data Centers também está ampliando significativamente seu centro de dados em Nierstein, na Renânia-Palatinado. 

Grupos fortes

Paralelamente, surgem novos pontos de âncora industriais, frequentemente onde a pesquisa, os fornecedores e os consumidores estão próximos uns dos outros. Em Dresden, a European Semiconductor Manufacturing Company (ESMC), liderada pela TSMC de Taiwan, está construindo uma nova fábrica de chips com um volume total de mais de 10 bilhões de euros. A fabricante norte-americana GlobalFoundries investirá mais 1,1 bilhão de euros na expansão de sua fábrica na Saxônia. E o grupo francês de gases industriais Air Liquide reforça, com mais de 250 milhões de euros, o fornecimento de gases especiais e hidrogênio à indústria de semicondutores.

A indústria farmacêutica também dá impulsos significativos: A empresa norte-americana Eli Lilly investe cerca de 2,3 bilhões de euros em uma nova unidade de produção em Alzey, na Renânia-Palatinado, entre outros, para medicamentos contra diabetes e obesidade. Além disso, a Sanofi planeja investir cerca de 1,3 bilhão de euros até 2029 em uma nova fábrica de produção de insulina em Frankfurt.

Os investidores indianos também atuam na Alemanha: A Tata Consultancy Services está construindo um centro de entrega automotiva em Munique e Villingen-Schwenningen. A Tata Technologies adquire o ES-Tec Group, de Wolfsburg, por 75 milhões de euros. Também no setor siderúrgico é possível haver mudanças: A Jindal Steel International está atualmente negociando a aquisição da Thyssenkrupp Steel Europe.