Estas são as posições dos partidos

Economia, Migração, Política externa – estas posições são defendidas em diversas áreas políticas pelos partidos que têm chance de fazer parte da 19ª Legislatura do Bundestag. 

O que defende cada partido? Uma sinopse.
O que defende cada partido? Uma sinopse. dpa

 

União Democrática Cristã da Alemanha (CDU)

A União Democrática Cristã da Alemanha (CDU) foi o partido do primeiro chanceler da República Federal da Alemanha, Konrad Adenauer. Desde a sua fundação em 1945, a CDU marcou de forma decisiva, como partido popular, os rumos políticos do país. No Bundestag, a CDU forma tradicionalmente uma bancada única conjunta com seu partido coligado da Baviera, a União Social Cristã (CSU). A atual chanceler federal Angela Merkel faz parte da CDU.

Posições da CDU/CSU na eleição para o Bundestag em 2017:

O lema da sua campanha eleitoral é: “Por uma Alemanha, na qual vivemos bem e de bom grado”. Seus pontos prioritários são economia, trabalho e família.

  • Trabalho: Ocupação plena até 2025, jornada flexível de trabalho, fortalecimento da formação profissional dual, incentivo para a especialização profissional, fomento da criação de empresas.
  • UE: Fortalecer o mercado interno da UE e a Zona do Euro, ampliar a união de defesa europeia para a proteção das fronteiras externas da UE, reformar o sistema europeu de asilo político, ampliar o intercâmbio de informação entre as autoridades de segurança.
  • Política externa: Fazer acordos internacionais de comércio e combater o protecionismo.
  • Migração e integração: Fazer acordos de refugiados com os países africanos. Fomentar e exigir dos imigrantes na Alemanha; extradição quando não houver disposição para a integração. Regulamentar a imigração de mão de obra especializada através de uma nova lei.

www.cdu.de

 

 

Partido Social Democrático da Alemanha (SPD)

A história do movimento trabalhista alemã e, com isso, do Partido Social Democrático da Alemanha (SPD) remonta à revolução democrática civil de 1848; o seu nome atual foi adotado pelo SPD em 1890. Ele é um dos dois grandes partidos populares alemães e defende a visão de uma sociedade livre, justa e solidária.

Posições do SPD na eleição para o Bundestag em 2017:

Seu programa eleitoral, “É hora para maior justiça”, ressalta o trabalho e a justiça social e tem como uma prioridade a política europeia.

  • Trabalho: Contratos de trabalho não temporários com salários padrões, fortalecer os direitos dos empregados, direito de retornar do meio expediente para expediente inteiro, salário igual para trabalho igual de homens e mulheres, fortalecer start ups, empresas médias e artesãos, investir em infraestrutura e digitalização, modernizar as escolas profissionais.
  • Migração e integração: Combater as causas da fuga nos países de origem, proteger as fronteiras externas da União Europeia, distribuir os refugiados de maneira justa dentro da UE, integrar melhor os refugiados reconhecidos e extraditar mais rapidamente os recusados. Regulamentar a imigração de mão de obra especializada com um sistema de pontos e estabelecer uma cota anual de imigração, manter a possibilidade de cidadania dupla.
  • UE: Ampliar as competências do Parlamento Europeu, instituir um governo econômico para a Zona do Euro, investir na infraestrutura do trânsito, na internet rápida e na educação, tributação das empresas no lugar onde obtiverem os seus lucros, criar um corpo de paz civil europeu, fundar a união europeia de defesa.
  • Política externa: Fortalecer a prevenção civil de crises e conflitos, reduzir as exportações de armamentos.

www.spd.de

 

 

Aliança 90/Os Verdes

Desde 1980 no Oeste, desde 1990 no Leste, desde 1992 unidos: o partido Aliança 90/Os Verdes surgiu das listas alemãs ocidentais de proteção da natureza e dos grupos críticos ao regime da RDA, em fase de dissolução. Desde as eleições para o Bundestag em 2013, ele faz parte da oposição.

Posições de Os Verdes na eleição para o Bundestag em 2017:

Os Verdes concorrem à eleição com um programa de dez pontos. Temas centrais são proteção do meio ambiente e do clima, sustentabilidade, pluralidade da sociedade e justiça social.

  • Proteção do clima: Abandonar a energia do carvão, produzir eletricidade exclusivamente de energias renováveis até 2030, só permitir o emplacamento de carros sem escapamento de gases a partir de 2030.
  • Trabalho: Salário igual para trabalho igual de homens e mulheres, direito de retornar do meio expediente para expediente inteiro, cota de 50 por cento de mulheres nas posições de chefia, modelos flexíveis de jornada de trabalho.
  • UE: Investir em empregos e na proteção do meio ambiente, combater o nacionalismo e o populismo.
  • Política externa: Deter as exportações de armamentos e a corrida armamentista, investir mais dinheiro na ajuda humanitária, em vez de aumentar o orçamento da defesa.
  • Migração e integração: Conceder direito de asilo político sem limitação de número, acelerar a tramitação de processos para asilo político, não extraditar os indeferidos para regiões de crise, permitir a imigração das famílias de asilados reconhecidos, fomentar a integração, cidadania alemã para todas as crianças nascidas no país.

www.gruene.de

 

 

A Esquerda

O partido A Esquerda foi fundado em 16 de junho de 2007, como sucessor do antigo partido único da RDA e do partido “Trabalho e Justiça Social – A alternativa eleitoral” (WASG). Ele defende um “socialismo democrático”.

Posições de A Esquerda na eleição para o Bundestag em 2017:

A campanha eleitoral de A Esquerda tem como lema “Social. Justo. Paz. Para todos“. Temas centrais são a justiça social e a luta contra a pobreza.

  • Trabalho: Aumentar o salário mínimo legal para doze euros por hora, reduzir a jornada semanal de trabalho para 30 horas, acabar com os contratos temporários de trabalho, garantir salário igual para trabalho igual, fortalecer os contratos coletivos de trabalho e os sindicatos.UE: Perdão de dívidas para a Grécia, suspensão de acordos de livre comércio como TTIP, TISA e CETA.
  • Migração e integração: Criar rotas seguras para os refugiados, combater as causas da fuga com maior ajuda para o desenvolvimento e comércio global justo, garantir um direito de permanência aos refugiados.
  • Política externa: Nenhuma missão no exterior para soldados alemães, proibir a exportação de armas, reduzir as despesas militares.

www.die-linke.de

 

 

Partido Liberal Democrático (FDP)

O FDP surgiu em 1948 de uma fusão de partidos, que defendiam o liberalismo. De 1949 até 2013, ele esteve ininterruptamente representado no Parlamento Alemão, tendo sido várias vezes parte do governo federal como parceiro menor da coalizão governamental. Na gama política, o FDP está situado no centro. Ele defende uma economia liberal e social de mercado.

Posições do FDP na eleição para o Bundestag em 2017:

“Nós pensamos de novo” é o lema da sua campanha eleitoral, com a qual o FDP deseja retornar ao Bundestag. Seus temas centrais são educação, digitalização e o sistema tributário.

  • Trabalho: Reduzir a regulação estatal da economia, manter flexível o mercado de trabalho através de trabalho temporário, contratos a termo e modelos flexíveis de jornadas de trabalho, a jornada semanal máxima pode ser aumentada para 48 horas, o comércio deve poder abrir as portas também nos domingos, lograr igualdade de chances nos cargos de chefia sem cotas para as mulheres, nenhuma limitação máxima de idade para a aposentadoria.
  • UE: Criar um ministro comum de Relações Externas, bem como tropas fronteiriças da UE e exército da UE, melhorar a coesão através de reformas e transparência.
  • Política externa: Maior engajamento da Alemanha na política internacional.
  • Migração e integração: Regulamentar a imigração de mão de obra especializada através de um sistema de pontos, manter a dupla cidadania.

www.fdp.de

 

 

Alternativa para a Alemanha (AfD)

A AfD foi fundada em 2013 como partido contrário à União Europeia e com orientação liberal de direita. Em 2015, a ala liberal econômica retirou-se do partido. Desde então, ele é classificado como populista de direita.

Posições da AfD na eleição para o Bundestag em 2017:

  • Política: Introduzir as decisões por plebiscito conforme modelo suíço, instituir a eleição direta do presidente federal, limitar o mandato do chanceler federal a dois períodos legislativos.
  • Trabalho: Manter o salário mínimo e limitar o trabalho temporário através de um teto legal.
  • UE: Retirada da união monetária do euro e reintrodução do marco alemão, fortalecimento da soberania nacional dentro da UE ou saída da UE, nenhuma missão das Forças Armadas alemãs no exterior, cancelar acordos de comércio como TTIP ou CETA.
  • Política externa: Orientar a política de ajuda ao desenvolvimento para os interesses da segurança e da economia alemãs.
  • Migração e integração: Fechar as fronteiras nacionais, só permitir a imigração de pessoal qualificado, em vez de garantir o direito de asilo a todos os perseguidos, extraditar os asilados políticos reconhecidos quando terminarem as crises nos seus países de origem, não permitir a imigração de familiares dos asilados, anular a dupla cidadania.

www.afd.de

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