Focos da política externa

250 políticos e especialistas discutem sobre a situação do mundo – e sobre as consequências da situação política interna da Alemanha para a Europa. 

Ucrânia em foco: a Alemanha participa da missão da OSCE.
Ucrânia em foco: a Alemanha participa da missão da OSCE. dpa

Alemanha. Depois da eleição para o Bundestag e a luta pela formação de um novo governo, a Alemanha está ocupada apenas consigo própria? A impressão é enganadora! No dia 5 de dezembro, a Fundação Körber e o Ministério das Relações Externas convidam para o Fórum Berlinense de Política Externa. Após o discurso de abertura do ministro das Relações Externas, Sigmar Gabriel, os convidados internacionais – políticos, representantes governamentais, especialistas e jornalistas – discutem sobre os mais importantes desafios da política externa:
 

  • Como se vê o futuro do projeto europeu?
  • Como está a situação das relações transatlânticas?
  • Que perspectivas de segurança têm os países na Europa oriental e nos Bálcãs?
  • Que lições históricas podem contribuir para a solução dos conflitos no Oriente Próximo e Médio?
  • Como se pode impedir uma escalada militar com a Coreia do Norte?
  • Que consequências tem a confusa situação política interna na Alemanha para a Europa?

 

Onde a segurança da Europa está ameaçada

As políticas interna e externa não podem ser nitidamente separadas. Os parceiros de todo o globo confiam no engajamento e na força de decisão da Alemanha. “Em todo o mundo estão latentes conflitos, que não melhoram somente porque não estão sendo observados no momento”, deixa claro Lorenz Hemicker, redator político do diário Frankfurter Allgemeinen Zeitung. Como especialista em política de segurança, ele será em Berlim o moderador da discussão sobre o tema “Line(s) of Defence: Securing Europe and its Neighborhood”. Pontos principais são o temor de uma nova guerra fria, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como a crise dos refugiados.

“A ameaça parte de onde? Sobre isso, há percepções diferentes nos países membros da UE”, afirma Hemicker. Na fronteira oriental da OTAN, os países bálticos e a Polônia olham com tensão para a Rússia, enquanto os países dos Bálcãs, na fronteira sudeste da OTAN, são sobrecarregados adicionalmente através do fluxo de refugiados. A República da Macedônia contribuiu para o fechamento da rota de fuga através dos Bálcãs e espera agora uma ligação mais estreita com a União Europeia.

Pomo de discórdia Ucrânia

A rodada de debates com representantes da Alemanha, da Rússia, da Macedônia e com o antigo secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, possibilita o diálogo. “A isto está ligada a esperança de encontrar pelo menos o início de um caminho, no qual se possa avançar conjuntamente”, afirma Hemicker. Ele cita um exemplo: “A Ucrânia é o maior pomo de discórdia entre a Rússia e a UE. Seria um grande progresso, se fosse logrado um consenso sobre uma missão de tropas de paz da ONU na região da bacia do Donets”. 

Observar, ouvir e argumentar! 

O evento será transmitido ao vivo por video-streaming em alemão, inglês e no som original. Sob o “hashtag” #berlinfpf, todos podem fazer perguntas e participar das discussões no Twitter.
 

Fórum Berlinense de Política Externa de 2017, dia 5 de dezembro de 2017

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