A “Cidade do Futuro”

Em uma rede interdisciplinar, o Instituto Fraunhofer está desenvolvendo a Cidade do Futuro

Fraunhofer IBP - Morgenstadt

O lugar e o modo de vida das pessoas estão mudando radicalmente. Um número cada vez maior de pessoas vai para as grandes cidades, abandonando as estruturas já criadas dos campos. Hoje, as metrópoles do mundo todo são povoadas por 3,5 bilhões de pessoas, mais da metade da população mundial. Segundo os prognósticos, três de cada quatro das 10 bilhões de pessoas da população mundial prevista para 2050 morarão nas cidades. Diante deste fato, a Sociedade Fraunhofer vem se ocupando com a questão central, de como as cidades de hoje poderão ser para suportar a invasão populacional no futuro. “Morgenstadt – City of the Future” é o nome do projeto, no qual os cientistas de diversas disciplinas e seus parceiros de cidades e da indústria estão refletindo juntos sobre o futuro urbano.

Contraprojeto para as megacidades de hoje

As megacidades do mundo de hoje já estão consumindo três quartos de todos os recursos, produzindo uma grande quantidade de resíduos e gases de efeito estufa. O contraprojeto desse desenvolvimento é a “Morgenstadt”, a Cidade do Futuro. Ela deverá ser urbana, mas unir o trabalho e a vida dos seus habitantes. Curtos caminhos para o lugar de trabalho significam menos trânsito, menos ruído, menos engarrafamento, menos consumo de energia. A Cidade do Futuro é feita de bairros que produzem sua própria eletricidade e calefação, seus habitantes viajam de carros elétricos que também servem de acumuladores de eletricidade, eles moram em casas inteligentes, nas quais pessoas idosas também podem viver cômoda e seguramente.

A sustentabilidade, as energias renováveis e a digitalização andam de mãos dadas na Cidade do Futuro, oferecendo aos seus habitantes a maior qualidade de vida possível. “A reconstrução de nossas cidades tem de ser inteligente, para que as pessoas continuem mantendo sua qualidade de vida”, diz o Prof. Dr. Hans-Jörg Bullinger, presidente da Sociedade Fraunhofer, a maior organização de pesquisa na Europa. A rede também elogiou um concurso mundial, o “Morgenstadt City Challenge”. Os ganhadores recebem uma grande ajuda de pesquisa e assistência, adaptadas às suas situações individuais. A atual rodada de inscrições termina em 30 de junho de 2016. As cidades ganhadoras de até agora foram Praga, Chemnitz, Lisboa e a capital alemã Berlim.

Parte do projeto é também a “Morgenstadt-Innovationsnetzwerk” (Rede de Inovação Cidade do Futuro), composta atualmente por 15 cidades, 25 empresas e 10 Institutos Fraunhofer. As novas soluções e estratégias para o futuro das cidades serão elaboradas de maneira interdisciplinar. Fraunhofer possui mais de 60 institutos de pesquisa, 50 dos quais, segundo informações de Bullinger, podem contribuir para o tema da “Cidade do Futuro”. Um modelo de trabalho, que pode ajudar os municípios a se posicionar sustentavelmente, já foi publicado em forma de livro. Ele está baseado em seis amplas análises de cidades (Berlim, Freiburg, Copenhague, Nova York, Tóquio e Singapura) e em cem estudos de caso. Os ganhadores desse concurso mundial deverão empregar o novo “Modelo da Cidade do Futuro” na sua busca de mais capacidade futura. 

www.morgenstadt.de

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