“As duas faces das pessoas”

Expressão e cores vivas. Apenas com 21 anos, Leon Löwentraut é o mais prestigiado jovem artista da Alemanha.

A pintura “Life below Water” mostra o 14º Objetivo: receber e usar as reservas de oceanos, mares e reservas marítimas em benefício do desenvolvimento sustentável.
dpa

Seus quadros abstratos fascinam os amantes da arte de todo o mundo. Nascido em 1998 na Renânia, Leon Löwentraut pinta já desde a idade de sete anos. Suas exposições em Nova York, Basileia, Singapura e São Petersburgo lhe trouxeram fama internacional. Até mesmo a UNESCO bateu na sua porta em 2017. Ele pintou para ela 17 quadros sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Comunidade Mundial de Estados. Essa exposição está em turnê mundial até 2030, no contexto da campanha #Art4GlobalGoals.

Como o senhor trabalha e como o senhor descreveria a sua arte? Existem temas que sempre o ocupam?

São dez horas da noite. A tela está deitada no chão do meu ateliê. Estou ouvindo música alta. De preferência ouço rap, música clássica e soul, para começar a pintar. E, muitas vezes, trabalho a noite toda. O resultado do meu trabalho: a mídia considera as minhas pinturas como sendo abstrato-expressivas e com cores muito vivas.

Quanto à segunda parte da sua pergunta: na campanha#Art4GlobalGoals, tematizo intensamente na minha pintura as questões sociais e os temas que se referem ao futuro do nosso planeta. No meu ciclo de quadros “Different Minds”, tematizo as duas faces das pessoas.

Uma certa auto-encenação na mídia social é própria de artistas da sua geração? Isto não tira um pouco da magia da arte?

É muito importante para mim que a minha arte possa alcançar muitas pessoas. Esta é uma das tarefas fundamentais da arte. Para tanto, a mídia social oferece uma possibilidade e também a oportunidade da interação com os interessados pela arte. Desta maneira, a arte não é depreciada, mas divulgada e, assim, promovida.

Para mim, bem em particular, é importante que eu use, tanto para a minha arte como para mim, uma fonte de informação que possa ser direta, clara e autêntica.

O senhor pertence a uma geração de artistas, que tomam as rédeas do sucesso nas próprias mãos?

Os artistas prestigiados sempre tomaram as rédeas do sucesso nas próprias mãos.

Sim, há um tanto de verdade nisso, mas os jovens artistas não deveriam ser mais promovidos na Alemanha?

Se você for bem sucedido como artista, a promoção virá automaticamente. Mas até então, você tem de enfrentar tudo sozinho.

É importante para o senhor ser reconhecido no cenário artístico?

Todo artista fica feliz em ser reconhecido. Mas eu também considero a crítica importante, para continuar progredindo.

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