Lindo novo mundo de imagens

Clique, clique, clique. Estamos sempre tirando fotografias em todo lugar. A enorme onda de fotografias digitais ainda continua rolando. As suas consequências são o tema de uma nova bienal de fotografia. 

D’astérion, Installationsansicht, 2017
D’astérion, Installationsansicht, 2017 Pétrel I Roumagnac (duo)

Alemanha. A Bienal de Fotografia Atual (Biennale für aktuelle Fotografie) é o grande evento do ano para os fãs da fotografia. Ela reúne os trabalhos de 90 artistas internacionais em oito exposições em Mannheim, Ludwigshafen e Heidelberg. Originando-se do “Fotovestival”, que até agora acontecia nessas três cidades, ela atrai anualmente cerca de 35 mil visitantes. Objetos de exposição são os trabalhos de jovens fotógrafos e de fotógrafos famosos, como Olafur Eliasson, Harun Farocki e Wolfgang Tillmans.

Essa ruptura é também uma chance de redefinir a fotografia.

Grupo de curadores de arte da Bienal de Fotografia Atual

Ruptura radical na fotografia

Agora, a grande mostra de arte fotográfica se transformou em bienal. Sua primeira edição começa com uma provocante despedida da fotografia: “Farewell Photography”. Como isto pode ser uma despedida, se na era dos smartphones e Instagram, as fotografias estão sempre presentes? Exatamente este é o ponto: os organizadores dessa bienal veem na fotografia digital uma ruptura radical com a mídia clássica. O modo de lidar com imagens mudou radicalmente, tanto na técnica de captura de fotos, na sua elaboração e transformação, como na sua percepção, o que influencia a sociedade, o jornalismo e a arte.

O grupo de curadores de arte da Bienal de Fotografia Atual
O grupo de curadores de arte da Bienal de Fotografia Atual Lys Y. Seng

Mostrar e partilhar tudo. Isto tem consequências

É muito interessante confrontar o trabalho de jovens artistas, que trabalham com a fotografia digital, com as posições fotográficas tradicionais. Algumas dessas exposições ocupam-se com as dimensões políticas, mostrando a fotografia como meio de resistência e controle, como testemunha de conflitos globais, de fuga e migração.

Compartilhar a reprodução de imagens com a grande massa é o tema da exposição “Nenhuma imagem é uma ilha”. A questão é: como a partilha influencia as convenções éticas e sociais, como a publicidade e a privacidade se entrosam entre si e como se pode regular a enorme onda de fotografias digitais.

Bienal de fotografia atual 2017, até 5 de novembro em Mannheim, Ludwigshafen e Heidelberg

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