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picture-alliance/dpa -Daniel Gurdan © picture-alliance/dpa -Daniel Gurdan

As carreiras de antigos participantes de “A juventude pesquisa”

O concurso “A juventude pesquisa” promove jovens talentos das ciências naturais.

26.05.2014

 

Carina Lämmle tinha apenas 16 anos quando se defrontou pela primeira vez com estudantes da universidade Hochschule Biberach em Baden-Württemberg, explicando com maestria aos alunos dos semestres mais avançados como se utiliza um espectrômetro de massa, um aparelho que separa e conta partículas químicas segundo o peso. Carina sabia lidar muito bem com essa técnica, pois há alguns anos, no centro acadêmico de pesquisa de Württemberg do Sul, essa tecnologia lhe tinha despertado o interesse. Ela havia pesquisado, com dois colegas de projeto, um processo químico que isola cada substância de uma mistura química. O resultado obtido foi transmitido para um aparelho que ela própria fabricara, melhorando o processo de separação. Com base nesse trabalho, eles se inscreveram em 2011 para o concurso “A juventude pesquisa”. Os jovens pesquisadores impressionaram o júri, tornando-se campeões nacionais na categoria “Melhor trabalho interdisciplinar”. Pouco depois, Carina Lämmle participou de uma visita à universidade Hochschule Biberach, onde o decano do Departamento de Biotecnologia Farmacêutica a convidou espontaneamente para trabalhar com ele. 

Mais de 200 000 jovens pesquisam

E esta é a ideia de “A juventude pesquisa”: promover tão cedo quanto possível os jovens dotados, dando-lhes a oportunidade de conhecer os mais novos métodos, abrindo-lhes assim o caminho para a pesquisa ou a economia. Esse concurso foi criado em 1965 pelo então redator-chefe da revista “Stern”, Henri Nannen, sendo hoje promovido pelo governo federal, por escolas e pela economia. Mais de 200 000 jovens participaram nos últimos decênios nesse concurso, que é exclusivamente dedicado às disciplinas das ciências naturais. A maioria desses jovens fizeram depois um estudo em técnica de ciências naturais, em matemática ou medicina. Muitos deles fizeram carreira nos campos da pesquisa e desenvolvimento. Usando suas ideias vitoriosas no concurso “A juventude pesquisa”, alguns deles chegaram até mesmo a fundar uma empresa. Um destes é Daniel Gurdan que, com sete projetos inscritos, é um dos mais bem sucedidos participantes do concurso. Ele desenvolveu, por exemplo, um “Hobby-Qaudrocopter”, um pequeno helicóptero com quatro rotores. Junto com outros antigos participantes de “A juventude pesquisa”, ele fundou primeiramente a firma Universal Flying Objects em 2006 e, um ano depois, a empresa Ascending Technologies GmbH, que desenvolve pequenos objetos voadores para universidades e usuários profissionais dos ramos da fotografia, da indústria e da pesquisa.

 

www.jugend-forscht.de

 

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