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Siemens: a engenharia alemã na era da IA

O nome Siemens é conhecido em todo o mundo mas quase ninguém associa a ele toda a amplitude de atividades do grupo: de eletrodomésticos a softwares industriais. 

Wolf ZinnWolf Zinn , 16.06.2026
Entre outros produtos, a Siemens fabrica rotores para turbinas a vapor.
Entre outros produtos, a Siemens fabrica rotores para turbinas a vapor. © picture alliance/dpa

Em todo o mundo, o nome Siemens é sinônimo de “tecnologia alemã”. Não é raro que a marca faça parte do dia a dia, por exemplo, com eletrodomésticos como fornos ou lava-louças. No entanto, o principal negócio do grupo há muito tempo são as tecnologias que operam nos bastidores – em fábricas, edifícios, clínicas, redes de energia e de dados, bem como no transporte ferroviário. Os clientes da Siemens não compram apenas aparelhos e máquinas, mas, principalmente, sistemas.  

Origem: Werner von Siemens  

Os primórdios da empresa, em 1847, em Berlim, estão intimamente ligados ao inventor e empresário Werner von Siemens e à tecnologia telegráfica, revolucionária para a época, ou seja, à transmissão de informações a longas distâncias. Ao longo das décadas, a pequena oficina situada nos fundos de uma casa em Berlim transformou-se em um conglomerado global que conta atualmente com cerca de 320.000 funcionários, sede em Munique e filiais em mais de 190 países. 

A sede do Grupo Siemens em Munique
A sede do Grupo Siemens em Munique © Siemens

A diversidade como programa e a reestruturação atual 

Atualmente, a Siemens atua principalmente nos setores da indústria, infraestrutura, mobilidade e tecnologia médica. No setor industrial, o foco está na automação e no software utilizado para planejar, controlar e otimizar as instalações de produção. Na área de infraestrutura de engenharia predial e sistemas de energia; na área de mobilidade, incluindo, entre outros, a tecnologia ferroviária; e na área de tecnologia médica, por exemplo, aparelhos de ressonância magnética e diagnósticos laboratoriais. 

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Essa enorme diversidade torna a Siemens um desafio organizacional. É por isso que o grupo está levando adiante seu programa “ONE Tech Company”: menos compartimentação, mais colaboração, mais agilidade e com o objetivo de crescer de forma lucrativa a longo prazo. Embora o balanço já seja considerável: Em 2025, a Siemens registrou um lucro líquido de 10,4 bilhões de euros, o terceiro resultado recorde consecutivo. O presidente do grupo, Roland Busch, também se mostra otimista em relação ao futuro: “É claro que nossa meta é crescer na casa dos dois dígitos.” 

O CEO da Siemens, Roland Busch, mostra-se otimista em relação ao futuro do grupo.
O CEO da Siemens, Roland Busch, mostra-se otimista em relação ao futuro do grupo. © Siemens

IA e gêmeos digitais 

No âmbito tecnológico, a Siemens vem apostando cada vez mais na Inteligência Artificial. Um exemplo notável é a parceria ampliada com a Nvidia: Ambas as empresas pretendem transformar a IA no “sistema operacional da indústria” desde o projeto e o desenvolvimento até a fabricação. O foco está nos gêmeos digitais e na simulação: Os processos de produção devem ser testados e monitorados virtualmente antes de consumirem tempo, material ou energia na instalação real.