Impulsionando a virada energética

A Alemanha visa objetivos ambiciosos para o desenvolvimento das energias renováveis. Já relatamos sobre isso na nossa série “Virada energética”, de deutschland.de., 6ª parte.

picture-alliance/dpa - Solar Panele

A palavra alemã “Energiewende” (virada energética) tem o mesmo potencial de entrar para o uso linguístico internacional que “Kindergarten” (jardim da infância) ou “Autobahn” (autoestrada). Recentemente, o ministro alemão do Meio Ambiente, Peter Altmaier, convidou os representantes de vários países para fundar em Berlim o “Clube dos Estados da Virada Energética”. Entre os países estão a China, a Dinamarca, a Alemanha, a França, a Grã-Bretanha, a Índia, o Marrocos, a África do Sul, Tonga e os Emirados Árabes Unidos. Todos têm o objetivo de impulsionar juntos o desenvolvimento das energias renováveis no mundo todo.

A  Alemanha visa dar impulso ao desenvolvimento do sistema energético. O objetivo é abandonar a energia atômica e as energias fósseis. As energias renováveis deverão constituir a base principal do abastecimento. Um balanço atual mostra que essa virada pode ser mais rápida do que se esperava há alguns anos.

O projeto energético do governo federal alemão prevê reduzir a emissão do gás de efeito estufa em 40% até 2020 e no mínimo em 80% até a metade deste século. A devida atenção neste ponto será dada ao setor da eletricidade. A percentagem de energias ecológicas na produção de eletricidade deverá aumentar a 80% até 2050. Em fins de 2012 já se tinha alcançado a marca dos 23%. Se esse crescimento continuar sendo igual aos dos últimos anos, então será até mesmo possível ultrapassar o próximo objetivo visado de 35% até 2020. Sendo assim, o completo abandono da energia nuclear na Alemanha, planejado para 2022, poderia ser compensado.

Foi principalmente a forte exploração da energia solar que contribuiu para que a percentagem da eletricidade ecológica crescesse rapidamente. De 2010 a 2012 foram instalados novos módulos fotovoltaicos nos telhados de casas ou em áreas livres, com respectivamente 7 000 megawatts, o que, com completa irradiação solar, corresponde a cinco grandes usinas nucleares. Todavia, os preços de eletricidade aumentaram visivelmente, devido às taxas, com as quais os consumidores de eletricidade financiam a introdução da eletricidade ecológica. Por isso, as tarifas feed-in para novas instalações baixarão continuamente. 

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