Pela paz na Europa

A Rússia está em guerra contra a Ucrânia. O que tem de acontecer para que haja paz na Europa? Nós conversamos sobre isso com Marina Weisband.

Marina Weisband, nascida na Ucrânia.
Marina Weisband, nascida na Ucrânia. picture alliance / Geisler-Fotopress

Marina Weisband, nascida na Ucrânia em 1987, é uma psicóloga e especialista em participação digital e educação. Ela se engaja nessas questões no Partido Verde, entre outros, e escreve em várias publicações.

Sra. Weisband, a senhora diz que a guerra de agressão de Putin na Ucrânia mostra que o mundo precisa de uma nova ordem de segurança. Quais teriam de ser as pedras angulares desta ordem?
As pedras angulares de uma ordem de segurança que promete paz sustentável teriam que consistir em uma lei internacional que possa ser ativamente defendida e também aplicada. No momento, a aplicação do direito internacional é muito condicionada por interesses e muito dependente dos interesses geopolíticos de isolados Estados nacionais, fortemente militarizados. Teríamos de estruturar organizações como a ONU de uma maneira completamente diferente.

Muitos alemães temem que a guerra possa se espalhar a outros países em consequência do fornecimento de armas. A senhora compreende essas preocupações?
Compreendo o cepticismo em relação ao fornecimento de armas. Mas a melhor garantia para a paz na Europa é uma vitória rápida contra a Rússia. Se continuarmos a fazer concessões à Rússia, corremos o risco de perpetuar e expandir constantemente o conflito.

A senhora tem parentes em Kiev. Como vai a sua família?
Minha família está melhor do que no início da guerra, porque Kiev não está mais sitiada ativamente. Mas ainda há falta de gasolina, ainda há alarmes aéreos. Minha família está muito decepcionada com a política internacional. Ela procura viver uma vida normal e, à medida do possível, evita acompanhar as notícias.

O que a senhora espera para o futuro?
Espero que a Ucrânia possa seguir o caminho que já tomou por si mesma, isto é, lutar contra a corrupção no país e tornar-se um Estado democrático, autodeterminado, no qual as pessoas sejam solidárias umas com as outras. Esse desenvolvimento está sendo retardado pela guerra, o que é também o objetivo de Putin.

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