“Maior participação dos cidadãos”

Eileen O’Sullivan, do novo partido Volt, sobre as chances da democracia através da digitalização e do empenho em toda a Europa.

Eileen O’Sullivan: “Pensar para além das fronteiras”
Eileen O’Sullivan: “Pensar para além das fronteiras” Michael Braunschädel

Eileen O’Sullivan (26) é membro de Volt, partido pró-europeu fundado em 2017, e assessora para digitalização, serviço interno de cidadãos, participação e assuntos da UE em Frankfurt do Meno.

Senhora  O’Sullivan, o que a motiva para atuar politicamente por uma nova força democrática?
A primeira vez que me tornei politicamente consciente foi durante a crise migratória de 2015/16. Queria lutar pelos direitos dos refugiados e, portanto, me informei sobre diversos partidos. Não encontrei nenhum, até que fiquei sabendo do partido Volt, com o qual pude diretamente travar contato e me engajar. Além disso ainda há a identidade europeia de Volt. Sendo cidadã irlandesa – meu pai é irlandês, minha mãe é turca –, não possuo a cidadania alemã. Dado que a solidariedade e a ideologia sem fronteiras  de Volt têm uma grande importância, pude me identificar muito bem com este partido. 

Na sua opinião, quais novos impulsos são necessários para a democracia na Alemanha e na Europa?
Estamos chegando a um ponto importante, pois o conceito de cidadania está se tornando mais consciente no mundo todo, acompanhado por iniciativas e movimentos, como "Fridays for Future". Ao mesmo tempo há também inúmeras possibilidades e ferramentas digitais que podem facilitar essas atuações. Podemos dar maior transparência à administração e aos processos de decisões políticas, para que os cidadãos e as cidadãs possam opinar, dando assim impulsos. Para tanto, são também importantes coisas tão banais como a transmissão digital de reuniões. Fundamentalmente, a digitalização nos oferece a chance de participar no desenvolvimento da democracia a nível básico. Para muitos, esta participação não é nada fácil, ou por motivos de tempo ou motivos estruturais, como no caso de pessoas deficientes ou com histórico migratório ou no caso das mães, às quais quase não sobra tempo para participar de reuniões parlamentares ou de conselhos municipais, por causa da educação dos filhos e dos subempregos.              

Na sua própria acepção, Volt é um “partido de toda a Europa”. Como a senhora coopera com colegas de outros países?
Estamos em estreito e contínuo intercâmbio com os colegas a nível de chefia de partido, assim como com os titulares de cargos públicos a nível municipal. Nossos congressos também são europeus, como em 2021 quando nos encontramos em Lisboa. Desta maneira, aprendemos mutuamente muita coisa. Estas também são úteis para diferentes assuntos, desde a política municipal até o nosso grande objetivo: poder intervir mais no Parlamento Europeu para reforçar a democracia na UE.

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