As novas tendências de alimentação

Moda no prato: comida sustentável, gêneros alimentícios de produção própria, mas também produtos “ultra locais” se tornam importantes.

dpa/Barbara Neveu - Vegan

Você já fez sua própria salsicha? Ou já provou macarrão de grão de bico, ervilha e lentilha, com pouco carboidrato? Ou já cozinhou as folhas verdes da cenoura? Quem responder essas perguntas com um “sim”, está bem adiantado nas tendências atuais da alimentação.

Um cenário alimentício muito criativo

Depois da Índia, Israel, Taiwan e Itália, a Alemanha ocupa o 5º lugar mundial entre os países com o maior número de vegetarianos. Em geral, eles rejeitam produtos animais por convicção e lançam mão de muitos alimentos alternativos como o tremoceiro ou o shimeji-preto (cogumelo ostra), em vez de carne. No ano de 2015, um décimo da população da Alemanha era vegetariano, um centésimo era vegano, ou seja, não apenas abre mão de comer carne, mas também de consumir leite ou produtos que contenham ovo.

Alimentação consciente, sustentável – também chamada de spiritual food – está ganhando cada vez mais importância. Disso faz parte também o completo processamento dos alimentos: a meta é comer root to leaf (“da raiz até as folhas”) – ou seja, aproveitar todas as partes de um legume ou de uma fruta, por exemplo, as folhas verdes da cenoura, a casca da melancia ou as folhas da fava, que normalmente são jogadas no lixo.

Cada vez mais cozinheiros aproveitam também a tendência do nose to tail (“do focinho ao rabo”) na preparação de peixe e de carne. Isso é ensinado também em cursos de culinária. O mestre-cuca, fornecedor de catering e açougueiro Ludwig Maurer oferece, por exemplo, seminários de nose to tail, nos quais os participantes aprendem a retalhar um animal e a processá-lo por completo. Para Maurer, isso é sinal de respeito a um ser vivo e demonstra um tratamento consciente em relação aos gêneros alimentícios. Por trás disso está também uma outra tendência de alimentação: os alimentos de produção própria. Pois quem produz algo próprio, sabe definitivamente o que está contido nele. Muitos já produzem há muito na própria cozinha os gêneros alimentícios simples, como manteiga, caldos ou também leite de amêndoas.

A tendência do ultra local

Como reação à globalização e à industrialização dos alimentos, muitos consumidores buscam produtos naturais e autênticos – preferindo lançar mão de produtos regionais. O lema é quanto mais próximo da panela o produto cresce, tanto melhor. Segundo o “Food Report 2017” do Instituto do Futuro, um dos mais influentes think tanks da pesquisa europeia de tendências e do futuro, a preferência pelos gêneros alimentícios regionais está crescendo claramente no momento. Isso é chamado então de hyper local ou ultra local. A startup berlinense “Infarm”, por exemplo, utiliza diretamente o supermercado como área de cultivo para os seus produtos. 

 

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