O coronavírus e a “Geração Reset”

A pandemia do coronavírus afeta principalmente a geração jovem. Vocês ficam sabendo aqui o que um jovem pesquisador fala sobre o que os jovens sentem.

Simon Schnetzer, pesquisador na área da juventude
Simon Schnetzer, pesquisador na área da juventude Pio Mars

O jovem pesquisador Simon Schnetzer chama de “Geração Reset” a geração das pessoas mais jovens que também foram afetadas gravemente pela pandemia do coronavírus na Alemanha, pois sempre quando parecia haver um pouco mais de liberdade, alguém apertava na pandemia o botão de “Reset”. O resultado da pesquisa "Junge Deutsche" (Jovens Alemães), da qual o conhecido pesquisador na área da juventude Klaus Hurrelmann também  participou, fez transparecer, diante desse cenário, uma atmosfera tenebrosa em volta desse grupo etário. É certo que 70 por cento dos questionados se declararam satisfeitos ou muito satisfeitos com a sua vida, mas foram nove pontos percentuais menos do que na época antes do coronavírus. 

Schnetzer parte da suposição de que a Alemanha se encontra diante de um “desafio bem grande”, pois: “A pandemia irá transformar muita coisa, precisamente para os jovens que se encontram em uma fase de transição, por exemplo, após a escola”, diz o pesquisador. “Muitos jovens não começam a estudar nem a trabalhar. Alguns estão psiquicamente abatidos, pois não têm um palco para se sentir valiosos. E um palco digital não é suficiente”.

O futuro continua sendo seguro?

Outra pesquisa desse cientista, de novembro de 2021, mostrou que os jovens têm grandes preocupações com respeito ao futuro, pois 56 por cento dos questionados estavam preocupados com a mudança do clima e 48 por cento com o sistema de aposentadoria. “Ter receio quanto ao futuro é uma característica da juventude, que sempre já foi assim”, diz Schnetzer. “Mas não existe mais a sensação de que ‘a vida é segura’. A chamada crise de refugiados, a mudança do clima ou, agora, a pandemia fizeram com que o futuro não seja mais visto como sendo seguro”.  

Segundo a pesquisa “Junge Deutsche”, essa geração está sendo fortemente motivada pelo dinheiro e divertimento. A valorização do dinheiro aumentou muito em comparação com o ano de 2019. Para Schnetzer, isto não é nenhuma surpresa. “Quem, por exemplo, pensava até agora, que a sua renda de uma BAFÖG (Lei federal de promoção da formação profissional) e de um subemprego seria segura, está notando que isso não é mais assim, dado que muitos subempregos, como na gastronomia, não existem mais por causa da pandemia. Assim, desapareceu a certeza de ter suficientemente dinheiro”.

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