“Selfie poluído” é premiado

Os aplicativos são símbolos de status para a geração smartphone. Eles oferecem não só ajuda e jogos, alguns até mesmo arte. Os ganhadores do prêmio AppArtAward de 2017. 

ZKM | Zentrum für Kunst und Medien - AppArtAward 2016

Alemanha. O que é que deu errado? O selfie de Londres não parece tão bonito e elegante, mas sim fragmentado, fora de foco e com listras atravessadas. E o que é que ele tem que ver com os dados de CO2, que estão sobre a foto? O que parece uma pane no selfie foi agraciado com um AppArtAward de 2017.

O Centro de Arte e Mídia (ZKM) de Karlsruhe e a rede empresarial CyberForum premiaram, pela sétima vez, aplicativos eletrônicos, que combinam de maneira inteligente uma técnica inovadora com uma configuração artística. Criadores, programadores e artistas de 18 países concorreram com 70 aplicativos. O AppArtAward é concedido em três categorias, com uma dotação de 10.000 euros para cada uma delas.

Selfie poluído 

Com o aplicativo “Polluted Selfie” (selfie poluído), o suíço David Colombini conquistou o primeiro prêmio na categoria “AppARTivism”. Em selfies incomuns, um sensor mede em tempo real a poluição do ar no lugar onde foi fotografado. Os valores da medição estão acoplados a um filtro fotográfico, que influencia as cores e acrescenta interferências à imagem. Quanto mais sujo o ar, tanto pior fica o selfie. O grau de poluição ambiental é transmitido com a própria imagem. “O extraordinário no aplicativo premiado é que o narcisismo, para o qual as pessoas tendem, é transformado num contrário positivo”, justificou o júri.

Jogo de tiroteio em estilo retrô 

Os jogos são o gênero mais popular dos aplicativos. Nessa categoria, o primeiro prêmio foi concedido a “Glitchskier” de Shelly Robin Alon. Nesse jogo de tiroteio, o designer de comunicação de Hamburgo, de 26 anos de idade, surpreende com uma ruptura irônica: por fora um design retrô, por dentro uma programação avançada. Com isso, ele se diferencia da tendência de jogos hiper-realistas on-line. O júri elogiou o fator de entretenimento, a estética e a “reflexão intelectual do gênero”. 

Estúdio de gravação no celular 

Os DJs talvez tenham de despedir-se. Agora, qualquer um pode compor um sucesso de discoteca no smartphone com poucos cliques ou produzir um vídeo musical. Na categoria “SoundArt”, o júri escolheu dois vencedores, que dividem o prêmio. 

“Mazetools Soniface”, de Jakob Gruhl e Stephan Kloss é um sintetizador virtual com uma interface gráfica lúdica – um “portável instrumento musical all-in-one”. 

Com o aplicativo “Visual Beat”, o cineasta de animação Max Mörtl desenvolveu um formato interativo de vídeo musical. Com um conjunto modular de sons, cantos e imagens, os usuários podem fazer o arranjo de peças musicais e sua configuração visual, numa variedade ilimitada.

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