O “cluster” anticorona

A indústria farmacêutica na Alemanha tem respondido com sucesso à pandemia do coronavírus. Uma rede se sobressaiu no processo.

Produção da BioNTech em Marburg
Produção da BioNTech em Marburg picture alliance/dpa

Nunca antes uma vacina foi concebida tão rapidamente como a que foi desenvolvida contra o coronavírus. Este é o mérito da empresa farmacêutica BioNTech, com sede em Mainz, em cooperação com a empresa americana Pfizer. Elas desenvolveram uma vacina altamente eficaz e segura em menos de um ano e a lançaram conjuntamente no mercado. No passado, isto teria levado anos, até mesmo décadas. Mas a história de sucesso provavelmente não teria sido possível sem dois fatores.

O “cluster“ na região do Reno-Meno

Tão importante quanto o rápido desenvolvimento da vacina é a produção e entrega mais rápida possível da vacina. A região metropolitana de Frankfurt-Reno-Meno oferece as melhores condições para isso. A empresa farmacêutica Merck, sediada em  Darmstadt, fornece à BioNTech os lipídios urgentemente necessários com os quais o ingrediente ativo mRNA é transportado com segurança para as células do corpo após a sua injeção. A Schott, fabricante de vidros especiais com sede em Mainz, produz os frascos de vidro borossilicato, necessários para o transporte. O vidro é altamente resistente a produtos químicos e à temperatura e protege contra reações entre a droga e o frasco. O aeroporto de Frankfurt, por sua vez, é o maior da Europa no setor de frete aéreo e um dos principais pontos de transbordo do mundo para o fornecimento internacional de vacinas.

Behringwerk em Marburg (por volta de 1930)
Behringwerk em Marburg (por volta de 1930) picture-alliance/ dpa

A “farmácia do mundo“

A base para o sucesso do “cluster” pode ser encontrada na sua história. No início do século 20, Frankfurt já era considerada a “farmácia do mundo”. A Hoechst AG, localizada no atual distrito de Höchst, produzia já em 1883 o medicamento sintético “Antipyrin”, antifebril e analgésico. E com o primeiro agente quimioterápico “Salvarsan”, a sífilis perdeu o seu horror. Paul Ehrlich cooperou com Hoechst e descobriu o composto arsênico que mata o agente patogênico. Robert Koch, o descobridor do patógeno da tuberculose, também tinha medicamentos produzidos na região do Meno. Emil Behring, o primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 1901, produziu seus soros de cura contra as doenças infecciosas difteria e tétano em suas próprias fábricas em Marburg, 80 quilômetros ao norte de Frankfurt. Hoje, a BioNTech produz nas antigas instalações de Behring (Behringwerk) a sua inovadora vacina com a técnica de mRNA.

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