Como a Inteligência Artificial está transformando a medicina
A IA detecta tumores em radiografias, simula o efeito de medicamentos em órgãos digitais e realiza primeiras consultas psicológicas.
De que forma a IA já ajuda no diagnóstico atualmente?
A IA destaca-se principalmente na área de reconhecimento de padrões em imagens: Radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, patologia, exames de pele, oftalmologia. Os algoritmos costumam identificar estruturas suspeitas com a mesma confiabilidade que médicos especialistas experientes. Na Alemanha, um consórcio liderado pelo hospital Charité, de Berlim, está criando uma plataforma nacional que permitirá que as clínicas utilizem aplicações de IA aprovadas. “Temos a oportunidade de reformular completamente os processos hospitalares, a prevenção, o acompanhamento precoce de doenças, a prestação de cuidados cada vez mais independente da localização e a verdadeira medicina personalizada”, afirma Ariel Dora Stern, professora de Saúde Digital, Economia e Políticas no Instituto Hasso Plattner (HPI) em Potsdam.
Sem dados, não há IA. Mas quem pode usá-la?
Em 2024, a Alemanha aprovou uma lei que facilita o acesso a dados provenientes de registros de câncer, faturas de planos de saúde ou análises genômicas. A nível europeu, complementa o Espaço Europeu de Dados de Saúde, em vigor desde março de 2025. Para a pesquisa, isso significa: acesso mais rápido a conjuntos de dados maiores e mais representativos e menos incertezas no uso dos dados.
O que os chatbots e os aplicativos de saúde oferecem?
Identificar sintomas, lembrar de tomar medicamentos, realizar consultas psicológicas iniciais – isso é algo que os chatbots e aplicativos médicos especializados já fazem muito bem. Na Alemanha, esses aplicativos estão disponíveis até mesmo mediante receita médica; o plano de saúde cobre os custos. A IA pode, então, adaptar exercícios, conteúdos ou avisos ao comportamento individual. Especialmente no caso de doenças crônicas, como diabetes, zumbido ou depressão, esses tratamentos aliviam a carga de trabalho dos médicos e proporcionam aos pacientes maior controle sobre seu dia a dia.
A IA é capaz de simular o efeito dos medicamentos?
Isso pode realmente ser possível no futuro. Pesquisadores da Sociedade Fraunhofer estão trabalhando no desenvolvimento de gêmeos digitais de pacientes, nos quais é possível simular virtualmente os efeitos dos medicamentos antes de aplicá-los em pessoas reais. Já hoje é possível realizar essas simulações em órgãos específicos, como o coração.