Tempo de novos caminhos

A pandemia do coronavírus está mudando o trânsito e a vida na cidade. Três exemplos da Alemanha.

Ciclistas em Berlim: Novas oportunidades na crise do coronavírus
Ciclistas em Berlim: Novas oportunidades na crise do coronavírus picture alliance/dpa

Espaço para as ciclovias temporárias

De repente o espaço estava lá: quando o tráfego motorizado nas cidades alemãs foi reduzido pela pandemia do coronavírus, muitas novas pistas temporárias de ciclismo foram criadas em ruas que, de outra forma, seriam movimentadas. Estas pistas para bicicletas, que foram criadas a curto prazo pelas autoridades, são populares – e, ao mesmo tempo, geram debates. Em Berlim, por exemplo, foi aberto um processo judicial contra as ciclovias temporárias; críticos exigem novamente mais espaço para os carros. Entretanto, o Senado da cidade quer implantar definitivamente as novas ciclovias e fortalecer assim o tráfego de bicicletas a longo prazo.

Não apenas na capital: Ciclovias temporárias em Stuttgart
Não apenas na capital: Ciclovias temporárias em Stuttgart picture alliance/dpa

Alívio para os mercados imobiliários

Com a pandemia do coronavírus, o trabalho em “home office” tem aumentado consideravelmente na Alemanha. No entanto, a Alemanha é na verdade “uma nação de escritórios”, como diz o Instituto da Economia Alemã (IW) de Colônia. Cerca de 14,8 milhões de pessoas trabalham em escritórios em todo o país. De acordo com o IW, cerca de 85% delas poderiam, em teoria, trabalhar permanentemente em casa. De fato, até 2018, quase a metade dos funcionários de escritório já tinha trabalhado em casa pelo menos ocasionalmente; em 2006, era pouco mais de um terço. Os especialistas acreditam que a tendência do “home office” se tornará mais forte e que a vida na periferia das áreas metropolitanas se tornará mais atraente – e que diminuirá a pressão de alta nos preços de imóveis urbanos.

Nova área verde no Mauerpark em Berlim: Desfrute o ar fresco
Nova área verde no Mauerpark em Berlim: Desfrute o ar fresco picture alliance/dpa

Interesse pelas áreas verdes

Um arejamento regular dos escritórios e casas é urgentemente necessário em face da pandemia do coronavírus. E as pessoas apreciam ainda mais reunir-se ao ar livre. É provável que continuará crescendo a tendência de espairecer em espaços verdes como parques, jardins botânicos, “playgrounds” e hortas urbanas. De acordo com o Departamento Federal de Estatística, uma média de 25 metros quadrados de espaço verde por pessoa estava disponível nas 14 cidades mais populosas da Alemanha em 2018. Em 1996, o número era de 18 metros quadrados. No mesmo período, a cota de espaços verdes nas áreas de assentamento e tráfego dessas metrópoles também aumentou, de 7,7% para 10,9%.

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