“A Alemanha tem uma gigantesca responsabilidade”

Assim a mídia internacional comentou os resultados da eleição parlamentar alemã e as expectativas em relação a Angela Merkel.

Bundestagswahl 2017
dpa

New York Times

“Na Alemanha, vai se falar ainda muito tempo sobre essa eleição. Depois de muitas décadas, um partido de extrema direita logrou entrar novamente no Parlamento alemão”.

The Times (Londres)

“Angela Merkel não está feliz de ser a líder do mundo livre. Mesmo se ela tivesse tido tais ambições, estaria agora prejudicada pelas condições da sua vitória eleitoral. Quatro mandatos governamentais não são inusitados na Alemanha. Mas eles podem ser envenenados, como teve de vivenciar o seu antigo mentor, o falecido Helmut Kohl. (…) No final das contas, a vitoriosa Merkel terá de lidar com um governo instável desde o início. Ela tem de lutar contra isso, através de uma enérgica política de mudança, em vez de uma retirada”.

Le Figaro (Paris)

“Angela Merkel acreditou que o apoio à AfD iria diminuir, quando a crise dos refugiados terminasse. O fluxo de refugiados diminuiu drasticamente, mas a direita radical estabeleceu-se. Por muito tempo, ela não deverá desaparecer do cenário política alemão”.

Iswestija (Moscou)

“Para Berlim, é hora de dar uma nova feição à política para o Leste”.

Die Presse (Viena)

“A Alemanha moveu-se para a direita. Com um atraso de dois anos, os eleitores alemães apresentaram a sua resposta à crise dos refugiados. Foi somente esse tema que tornou tão forte a Alternativa para a Alemanha (AfD). Num outro ambiente político, os nacionalistas de direita, com suas evidentes fraquezas de liderança e suas repetidas lutas internas, já teriam acabado há muito tempo no lixo da História”.

NZZ (Zurique)

“Angela Merkel continuará, ao que tudo indica, sendo chanceler federal depois da eleição do Bundestag em 24 de setembro. […] Mas é muito tranquilizador, ter uma governante, que sempre traz ordem e confiabilidade a um mundo, que é na verdade tão perturbadoramente incompreensível”.

Jyllands-Posten (Aarhus, Dinamarca)

“Com o ingresso da AfD no Parlamento, a Alemanha é surpreendida pela realidade europeia. […] Porém é clara a mensagem mais importante, que o fenômeno Angela Merkel poderá continuar. Numa época de insegurança mundial, a estabilidade, responsabilidade e credibilidade continuarão, felizmente, tendo grande importância na Alemanha. Isso atende ao interesse de todos”.

Rzeczpospolita (Varsóvia)

“Independentemente de que parceiros de coalizão sejam escolhidos por Angela Merkel, a Alemanha permanecerá sendo o país mais importante da UE, sua economia mais importante e estabilizadora da política na nossa parte do mundo”.

Magyar Nemzet (Budapeste)

“Com a retirada dos britânicos, resta apenas a Alemanha como força decisiva na União Europeia, o que significa não apenas uma chance, mas também uma gigantesca responsabilidade”.

El País (Madri)

“A entrada da AfD no Bundestag, com quase cem deputados e como terceira força política do país, confirma os tristes tempos que as democracias representativas estão passando na Europa e também fora do continente. Elas estão submetidas a uma grande pressão populista. […] Agora, os democratas alemães têm de assegurar que as alternativas xenófoba e inimiga de Europa, representadas pela AfD, não transformem nem a política, nem os valores do país”.

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