Engajamento pela compreensão

Dois anos no Conselho de Segurança da ONU: o ministro das Relações Externas Heiko Maas fez um balanço do trabalho da Alemanha no mais alto órgão da ONU.

Heiko Maas, ministro alemão das Relações Externas, no Conselho de Segurança da ONU em 2019.
Heiko Maas, ministro alemão das Relações Externas, no Conselho de Segurança. picture alliance/dpa

No Parlamento alemão, o ministro das Relações Externas Heiko Maas fez um balanço de dois anos de mandato alemão no Conselho de Segurança da ONU. Apresentamos aqui suas declarações mais importantes.

Sobre a situação do mundo:

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas nada mais é do que um espelho da política mundial, e isto certamente mais do que mereceu o predicado ‘difícil’ nos últimos anos. Não há outra maneira de descrever o trabalho no próprio Conselho de Segurança. A retirada dos Estados Unidos das estruturas multilaterais no governo de Donald Trump, o crescente antagonismo americano-chinês em todos os níveis e o desprezo pelo direito internacional, até mesmo pelos membros permanentes: tudo isso deixou sua marca no Conselho de Segurança”.

Motivo de esperança:

“Para qualquer um que esteja agora cantando o fim do Conselho de Segurança, gostaria de dar um número como exemplo, e esse número é 101. É o número de resoluções que o Conselho de Segurança da ONU aprovou apesar de todas as controvérsias e apesar das condições difíceis durante nosso mandato – do Afeganistão ao Iêmen, do Sudão à República Centro-Africana – e muitas vezes foram os europeus no Conselho de Segurança, que reiteradamente propuseram compromissos, buscaram soluções em discussões intermináveis, mas também, quando necessário, se opuseram resolutamente a elas”

O que foi alcançado:

“Aqui estão alguns exemplos onde se pode ver que o Conselho de Segurança não perdeu pelo menos completamente a sua capacidade de agir. (Síria:) Naturalmente, foi doloroso que no final tivéssemos de restringir o acesso dos assistentes humanitários na Síria a uma única passagem de fronteira. Mas a diferença entre esta única passagem de fronteira e nenhuma passagem de fronteira tem sido uma diferença entre a vida e a morte de milhares de sírios. É por isso que nós (...) passamos dias e noites negociando sobre este único assunto, e isso vale também para muitas outras questões.

Eu (...) também gostaria de citar o Sudão e especialmente à missão da ONU, que para muitas pessoas já terminou. Juntamente com a Grã-Bretanha, também conseguimos criar uma missão inteiramente nova da ONU, que agora está apoiando as reformas políticas e também acompanhando o processo de paz em andamento.

Isto também se aplica à Líbia. Sem o processo de Berlim, que começamos aqui com a Conferência da Líbia no início do ano, e sem nosso constante monitoramento dos compromissos assumidos no Conselho de Segurança e também na Comissão de Sanções, não estaríamos falando hoje sobre uma solução política de paz e eleições livres na Líbia em dezembro”.

A Alemanha preside a reunião: o ministro das Relações Externas Heiko Maas em Nova York, em 2019.
A Alemanha preside a reunião: o ministro das Relações Externas Heiko Maas em
Nova York, em 2019.
picture alliance/dpa

Sobre o papel da Europa:

“Não só nos coordenamos diariamente com nossos parceiros europeus, mas também convocamos reuniões especiais, votamos conjuntamente e assim explicamos conjuntamente à opinião pública mundial o que nos preocupa, ou seja, fortalecer o peso da Europa e, sobretudo, da União Europeia no Conselho de Segurança da ONU”.

Questões prioritárias sob a perspectiva alemã:

“Mais frequentemente do que qualquer outro membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tivemos organizações civis, organizações de direitos humanos, que fizeram relatos ao Conselho de Segurança. Junto com a França, iniciamos o ‘Call for Humanitarian Action’ (‘Chamado à Ação Humanitária’). Pela primeira vez em oito anos, colocamos o tema ‘Desarmamento e Não-Proliferação’ na agenda do Conselho de Segurança”.

Planos para o futuro:

“Nós, como europeus, devemos preservar o conhecimento que adquirimos com uma lição dos últimos anos, a saber, o conhecimento de que será muito mais importante que antes para nós (...) defender regras neste mundo e estabelecer novas regras, regras que beneficiem todas as pessoas. A Alemanha também deve continuar assumindo esta responsabilidade – nas Nações Unidas e, é claro, também no Conselho de Segurança das Nações Unidas. (Nós) não queremos apenas concorrer novamente a um mandato não permanente no Conselho de Segurança dentro de oito anos, mas queremos até lá nos tornar também um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

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