“Revolução em grande escala”

A formação de governo e a entrada da AfD, populista de direita, no Bundestag ocupam as páginas dos grandes jornais alemães.

Resenha da imprensa sobre a eleição para o Bundestag
Resenha da imprensa sobre a eleição para o Bundestag dpa

"Die Welt"

“A Alemanha está diante uma complicada formação de governo. Pois no futuro Bundestag, nem a ala esquerda (SPD, A Esquerda, Os Verdes), nem a chamada ala burguesa (CDU/CSU, FDP) pôde juntar uma maioria de mandatos. Matematicamente, só podem formar maioria uma grande coalizão, bem como uma coligação entre a União, o FDP e Os Verdes (Jamaica). Mas, na noite das eleições, os socialdemocratas deixaram bem claro, que não estão mais à disposição para uma nova grande coalizão”.

Estamos vivendo uma revolução em grande escala na política alemã.

Hans-Ulrich Jörges, colunista da revista “Stern”, no talk-show “Anne Will”

“Frankfurter Allgemeine Zeitung”

“Uma aliança negra-amarela-verde ainda falta à Merkel na sua coleção de coalizões. (…) No que se refere aos Verdes, a chanceler praticamente não tem medo do contato. Mas a CSU, que enfrentará eleição para o Parlamento estadual no próximo ano, tem dificuldades inigualáveis, principalmente depois do fraco resultado obtido. O início do governo negro-amarelo-verde, caso ele seja realmente formado, terá conturbação inerente, e não magia”.

“Die Zeit”

“Agora ocorre o que muitos temiam antes da eleição: a AfD torna-se terceira força no Bundestag, com cerca de 13%. Um choque previsto. Os dois velhos partidos populares, a União e o SPD, que governaram nos últimos quatro anos, perderam muito apoio”.

“Süddeutsche Zeitung”

“Com essa eleição, a República foi desafiada pela direita. As consequências políticas ainda não podem ser avaliadas. Mas uma coisa é certa: o consenso democrático básico e o tratamento recíproco civilizado serão submetidos à sua maior prova até agora. Uma bancada no Parlamento não irá mais respeitá-los, mas sim combatê-los”.

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