Engajamento sem fronteiras

Muitos jovens alemães prestam serviços voluntários no estrangeiro, depois de concluir o colégio. Três deles relatam aqui as suas experiências na Índia, no Uzbequistão e na França.

Anna Bartholomäi foi para Hyderabad, na Índia, com o programa Weltwärts.
Anna Bartholomäi foi para Hyderabad, na Índia, com o programa Weltwärts. privat

Depois de terminar o colégio, iniciar imediatamente a formação profissional ou o estudo universitário? Para muitos jovens, isso é apressado demais. Em vez disso, eles se engajam como voluntários no exterior. Três alemães relembram suas experiências.

Aprender iídiche em Paris

Paris de forma diferente: Sophie Do faz seu serviço voluntário na Maison de la Culture Yiddisch.
Sophie Do, 19 anos, de Berlim, faz um “serviço da paz” da Ação Sinal de Penitência (ASF) na Maison de la Culture Yiddisch em Paris, na França.

“Eu fui a primeira voluntária na casa parisiense da cultura iídiche e fui muito bem recebida. Meus pais vêm do Vietnã, eu frequentei uma escola católica e não tive anteriormente nenhum contato com o judaísmo. Assim, é muito interessante para mim, conhecer a cultura iídiche. Eu despacho pacotes, classifico livros, ajudo nos eventos, sirvo no balcão e trabalho aqui e acolá. Na Maison, já encontrei muita gente inspiradora”.

Fazer teatro de improvisação em Samarcanda

De Stralsund para Samarcanda: Malte Kuwert trabalha numa escola para o serviço Kulturweit.
Malte Kuwert, 18 anos, de Stralsund, ajuda nas aulas de aprofundamento em alemão numa escola em Samarcanda, no Uzbequistão. Ele foi enviado pelo Kulturweit, o serviço de voluntários da comissão alemã da UNESCO.

“Eu fui para o Uzbequistão por acaso. Aqui, eu ajudo nas aulas de alemão e organizo atividades de lazer. Isso é muito bom, pois eu penso em tornar-me professor secundário. Com as alunas e os alunos, eu faço teatro de improvisação e os convido à minha casa, para discutir sobre energia atômica e outros temas políticos controversos. Com isso, fico conhecendo interessantes novas perspectivas. Pela primeira vez, tenho aqui um apartamento próprio. Com o meu senhorio, eu comprei móveis num bazar e logo os vizinhos me convidaram para jantar”.

Escrevendo boletins informativos em Hyderabad

Anna Bartholomäi foi para Hyderabad, na Índia, com o programa Weltwärts.
Anna Bartholomäi, 18 anos, de Oldenburg, trabalha em Hyderabad, na Índia, numa organização não governamental em prol dos direitos das mulheres e crianças indianas. Ela foi enviada para lá pela associação “Amigos da Arte Educacional de Rudolf Steiner” e recebe o apoio do programa Weltwärts do governo federal alemão. No portal de internet indidotanna.wordpress.com, ela escreve sobre o seu ano de voluntariado no exterior.

“Minha primeira visita num povoado foi surpreendente: dormir no chão, buscar água no poço, enorme hospitalidade. Eu desenvolvo um boletim informativo para crianças, que vivem em albergues, muito longe das suas famílias. O objetivo é preservar os conhecimentos tradicionais e a identidade do grupo. Também classificamos plantas raras, para mostrar que vale a pena proteger o país. No correr desse ano, eu me tornei mais radical no que se refere à proteção ambiental: ajudei a formular discursos para o movimento Fridays for Future. Em breve, começo a estudar Relações Internacionais e pretendo criar um grupo de upcycling”.

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