Melhorar as terapias com a ajuda da IT

Tendo por base a Inteligência Artificial, os cientistas querem aproveitar a enorme quantidade de dados para conseguir progresso na medicina.

A tecnologia moderna é hoje sempre usada pela medicina.
A tecnologia moderna é hoje sempre usada pela medicina. AdobeStock

A pesquisa médica vem apostando na Inteligência Artificial. Tomando por base a enorme série de dados, ela quer fazer progresso no diagnóstico e na terapia. A análise genética e o armazenamento digital de resultados médicos e de valores de medição produzem um grande número de dados, nos quais ainda se encontram escondidos muitos reconhecimentos e correlações. Frente à grande quantidade de dados, só é possível encontrar as informações decisivas com a ajuda de computadores aptos a aprender, ou seja, a Inteligência Artificial (IA). Várias instituições alemãs de pesquisa também vêm se dedicando a esse ramo inovador, com uma série de grandes projetos e cooperações.

Pesquisa de IA no Centro Alemão de Pesquisa do Câncer

No Centro Alemão de Pesquisa do Câncer (DKFZ), em Heidelberg, grupos de cientistas estão trabalhando em inúmeros projetos, usando a Inteligência Artificial para analisar as imagens de tomógrafos computorizados (TC) e de tomógrafos de ressonância magnética (TRM), prestando assim grande ajuda aos médicos. Os pesquisadores do DKFZ se uniram a seus colegas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e da Universität Heidelberg, formando uma unidade de IA, que, por sua vez, é parte do Laboratório Europeu de Aprendizado e Sistemas Inteligentes (ELLIS).

Medicina personalizada

O tema central do Laboratório Futurista Internacional de Leibniz  Inteligência Artificial em Hanôver é o desenvolvimento de soluções de IA para a medicina personalizada. Trata-se de empregar a IA para desenvolver terapias individuais e sob medida para cada paciente, o que torna a terapia mais efetiva. Desta maneira também se deverá melhorar a terapia de câncer de mama.     

Por outro lado,  os cientistas do Centro de Pesquisa de Jülich estão aproveitando os seus conhecimentos nos setores da estrutura e função do cérebro e nos setores de computadores de alta capacidade para os inserir no Human Brain Project (HBP), uma rede internacional de pesquisa que tenta entender o cérebro com toda a sua complexidade. Eles querem descobrir como pensamos, como surgem a consciência, uma personalidade, a memória, a inteligência e doenças. Para tanto é necessário que se faça uma análise dos processos de cerca de 100 bilhões de neurônios – e a IA é a chave para desvendar essa complexidade passo a passo.

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