Manifestações e apoio

A proteção do clima, uma medalha de ouro e um verão ensolarado. Uma retrospectiva dos momentos intensos de 2019.

O verão ensolarado exigiu muito das pessoas, dos animais e da natureza.
O verão ensolarado exigiu muito das pessoas, dos animais e da natureza. dpa

Apostando quem sua mais

Um recorde de calor após outro. O verão de 2019 bateu um recorde após outro de temperatura elevada. A marca recordista foi batida por Lingen, na Baixa Saxônia, com 42,6 graus centígrados. Mas essas temperaturas altas não trouxeram apenas um ótimo tempo para as piscinas. Elas também foram um flagelo para as árvores. A produção de resina caiu, fazendo com que a broca se disseminasse nas florestas alemãs, causando a morte de muitas árvores.                                                            

Rebelião pelo clima

O constante calor também se espalhou pelas ruas, mas em forma de manifestações da juventude. Desde 2018, o movimento Fridays for Future acontece toda sexta-feira nas ruas, a favor de mais proteção do clima.  Em 2019, essas manifestações alcançaram um novo marco em forma de greves coordenadas pela proteção climática. Muitíssimas pessoas de cerca de 150 países participaram dessas manifestações em março, maio, setembro e novembro. Isso também aconteceu em cerca de 500 cidades da Alemanha.

Fridays for Future organizou em 2019 muitas manifestações no mundo todo.
Fridays for Future organizou em 2019 muitas manifestações no mundo todo. dpa

Com eletricidade pelas cidades

Em fins de maio, a onda alcançou as ruas da Alemanha, quando os patinetes elétricos (ou e-scooters) foram permitidos. Eles deveriam ser uma ajuda para as pessoas suburbanas percorrerem  os últimos quilômetros entre as estações e o trabalho, reduzindo o congestionamento de trânsito nos centros das cidades. Mas o resultado foi outro: os patinetes ficavam espalhados por todo lugar, bloqueando as calçadas e causando caos nas ruas, nas ciclovias e nas vias de pedestres. Agora, as cidades estão tentando encontrar soluções para a avalanche de patinetes elétricos.

Apesar de muitas discussões, os patinetes elétricos se tornaram um meio de locomoção nas cidades.
Apesar de muitas discussões, os patinetes elétricos se tornaram um meio de locomoção nas cidades.
dpa

Esportistas do ano

Ele saltou, correu e venceu. Em 3 de outubro, com apenas 21 anos de idade, Niklas Kaul se tornou o mais jovem campeão mundial de decatlo da história. Ele é o segundo atleta desta modalidade a se tornar campeão mundial depois de Torsten Voss, da RDA, que ganhou ouro em Roma em 1987. Em dezembro, Kaul foi eleito “Esportista do Ano” de 2019

Niklas Kaul escreveu história no Campeonato do Mundo de 2019 em Doha.
Niklas Kaul escreveu história no Campeonato do Mundo de 2019 em Doha. dpa

“Esportista do Ano”

A “Esportista do Ano” também é  um verdadeiro prodígio. Malaika Mihambo, de 25 anos de idade, atleta alemã de salto em distância, já bateu várias vezes o recorde feminino mágico dos sete metros. E isto em 2019. Seu sucesso lhe trouxe a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Atletismo em Doha, onde ela saltou 7,30 metros,  a melhor marca mundial do ano.  

Malaika Mihambo ocupa o 2º lugar dos recordes alemães femininos de salto em distância. O 1º lugar, de 7,48 metros, é detido pela campeã mundial Heike Drechsler.
Malaika Mihambo ocupa o 2º lugar dos recordes alemães femininos de salto em distância. O 1º lugar, de 7,48 metros, é detido pela campeã mundial Heike Drechsler.
dpa

Tristeza, revolta e consternação

Em 9 de outubro, dia do Yom Kipur ( Dia do Perdão), um homem armado tentou entrar em uma sinagoga de Halle. Não conseguindo, ele matou a tiros uma pedestre e uma outra pessoa em uma lanchonete de kebab. A porta da sinagoga, que impediu que o criminoso entrasse, deverá ser ornamentada artisticamente e exposta. Para a Comunidade Hebraica, ela significa o “milagre de Halle”. Esse ataque terrorista provocou consternação em toda a Alemanha, levando a uma onda de solidariedade da população com os cidadãos judeus.  

Duas pessoas morreram em um atentado antissemita em Halle.
Duas pessoas morreram em um atentado antissemita em Halle. dpa

Alemanha sem fronteiras

A Alemanha comemorou em 9 de novembro a queda do Muro que aconteceu há 30 anos. Durante mais de 28 anos, o Muro tinha sido o símbolo da separação da Alemanha e da Guerra Fria. Somente depois de grandes manifestações da população e de uma onda de fuga de pessoas através de países orientais, o regime da RDA afrouxou as regulamentações de saída do país em 9 de novembro, causando, assim, a queda do Muro de Berlim.

Comemorando a queda do Muro, Berlim organizou um semana de festejos, recordações discussões e participações no Portão de Brandemburgo.
Comemorando a queda do Muro, Berlim organizou um semana de festejos, recordações discussões e participações no Portão de Brandemburgo.
dpa

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