“Velocidade é muito importante numa pandemia”

Paixão, convicção, coragem e visão: Özlem Türeci e Uğur Şahin têm tudo isso. Eles são o poderoso casal por trás da Biontech.

Uğur Şahin, Özlem Türeci
Uğur Şahin, Özlem Türeci Felix Schmitt/Agentur Focus

Özlem Türeci e Uğur Şahin são as feições do êxito da vacina na Alemanha. No “Lightspeed”, como denominaram seu projeto em meados de janeiro de 2020, os fundadores da Biontech, empresa sediada em Mainz, desenvolveram uma vacina altamente eficaz contra o coronavírus, para produção em massa e segura. Anteriormente, o desenvolvimento de vacinas levava mais de dez anos – se obtivesse sucesso. A Biontech precisou de menos de um ano.

Como Türeci e Şahin o fizeram? É uma história de paixão, convicção, coragem e visão. Os dois médicos se conheceram no Hospital Universitário do Sarre e se casaram em 2002. Um ano antes, eles já tinham fundado uma empresa de biotecnologia, que mais tarde venderam com lucro. Em 2008, iniciaram a Biontech com a convicção de que os ácidos ribonucleicos mensageiros (mRNA) poderiam ser usados para prevenir ou até mesmo curar o câncer. Num estágio inicial, eles asseguraram o apoio de dois investidores alemães financeiramente fortes, permitindo-lhes apostar tudo no processo, no início de 2020. Uma equipe média de centenas de pessoas começou a desenvolver uma vacina contra o coronavírus, utilizando a nova tecnologia do mRNA. Ao mesmo tempo, os fundadores acertaram um grande número de cooperações para enfrentar o desafio logístico da produção de vacinas. O gigante farmacêutico americano Pfizer é o nome mais conhecido entre eles. Isto permitiu que a empresa completasse as fases de teste mais cedo e produzisse finalmente em larga escala a primeira vacina aprovada pela UE.

Entretanto, a Biontech é cotada com grande valor na bolsa norte-americana Nasdaq. Mas o casal de pesquisadores com raízes na Turquia sempre viu o sucesso econômico apenas como um efeito colateral. Para eles, era muito mais importante levar os resultados de seu trabalho científico de uma forma ampla aos pacientes. E nisso, os investidores ainda veem um grande potencial. A amplitude das aplicações da tecnologia mRNA poderia fazer da Biontech “a Amazônia do setor biotecnológico”, afirmam.

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