Aqui são narradas grandes estórias

Quais são os longas-metragens alemães mais bem-sucedidos internacionalmente? Isso é esclarecido pela futura diretora da Berlinale, Mariette Rissenbeek.

Sandra Hüller em «Toni Erdmann»
Sandra Hüller em «Toni Erdmann» Komplizen Film/NFP/dpa

Poucos conhecem o setor do cinema alemão tão bem como a holandesa Mariette Rissenbeek, gerente executiva da German Films, empresa representante no exterior dos interesses das produções alemãs para o cinema e a televisão. A partir de 2020, Mariette Rissenbeek irá dirigir a Berlinale, juntamente com o italiano Carlo Chatrian.

Mariette Rissenbeek, gerente executiva da German Films
Mariette Rissenbeek, gerente executiva da German Films dpa

Sra. Rissenbeek, o que torna o filme alemão internacionalmente tão atraente?
A qualidade de produção dos filmes é alta: também um filme alemão de baixo custo é geralmente muito bem feito quanto à técnica de produção – do corte, passando pelo colorido, até a qualidade dos atores. Os espectadores com hábitos ambiciosos de visualização, criados por exemplo através do cinema americano, não precisam readaptar-se e encontram ao mesmo tempo uma grande diversidade de conteúdo.

Quais são os exemplos dessa diversidade?
Podem ser tanto filmes de terror e de suspense psicológico, como dramas históricos ou estórias familiares. Uma dessas estórias familiares é narrada, por exemplo, na sutil tragicomédia «Toni Erdmann», que causou sensação internacionalmente. Existe um grande interesse em filmes sobre a História alemã, por exemplo, «O Estado Contra Fritz Bauer» ou «Labirinto de Mentiras», ambos tematizam os processos de Auschwitz em Frankfurt. E também têm sucesso internacional filmes como «Herbert», sobre o envelhecimento de um boxeador, ou ainda «Alles ist gut» (“Está tudo bem”), que narra os infortúnios vividos por uma jovem.

Em que países existe atualmente um interesse especial pelo cinema alemão?
Entre outros, nos países asiáticos. No Japão, onde nos encontramos com numerosos distribuidores na German Films 2018, há um grande interesse por filmes sobre a música alemã e história da literatura. Na China, no 6º Festival do Cinema Alemão em Pequim e Chengdu, mostramos entre outros «Die Unsichtbaren – Wir wollen leben» (“Os Invisíveis – Queremos Viver”), sobre os judeus na clandestinidade da Berlim na época nazista, como também «Em Pedaços» de Fatih Akin, que tematiza a violência dos extremistas de direita na atualidade. Ambos os filmes foram muito bem aceitos. Há um público jovem na China, que se interessa por temas políticos, além das grandes produções chinesas e americanas.

Entrevista: Johannes Göbel

© www.deutschland.de

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