“As startups têm de crescer sempre”

Condições mais difíceis, mas também novas chances. Sebastian Sujka revela como a sua empresa enfrenta a pandemia do coronavírus.

Sebastian Sujka é o fundador da xbird.
Sebastian Sujka é o fundador da xbird. Sebastian Sujka

Sebastian Sujka trabalhava anteriormente com tecnologia publicitária. Quando sua mãe adoeceu gravemente, ele notou que é utilizada tecnologia mais moderna na publicidade do que na medicina. Ele fundou então a xbird e oferece agora terapias individuais a doentes crônicos, usando a inteligência artificial.

“Nós, empresários, somos otimistas. É por isso que eu também vejo a pandemia do coronavírus como um momento interessante do mercado para uma empresa digital de saúde como a nossa. Nossa startup xbird oferece inteligência artificial que permite a pacientes cronicamente doentes receber tratamento personalizado, também entre duas visitas regulares ao médico. Nosso aplicativo para smartphone reconhece, por exemplo, quando pacientes com diabetes passam por fases estressantes, dormem pouco e viajam muito. E dá conselhos sobre como evitar a hipoglicemia, por exemplo. A pandemia do coronavírus garantiu que a aceitação geral de soluções digitais no sistema de saúde aumentasse radicalmente – tanto entre os pacientes quanto entre os profissionais.

A aceitação de soluções digitais no sistema de saúde aumentou radicalmente.

Sebastian Sujka, xbird

Mas é claro que, como startup, sofremos com as restrições que vêm com a pandemia. De repente, o fato de não poder viajar foi um choque. Temos algumas empresas parceiras, como a Bayer e a Novo Nordisk, mas uma startup tem que crescer sempre e os canais clássicos de desenvolvimento dos negócios são atualmente limitados. As videoconferências funcionam muito bem quando vocês já se conhecem. Mas para travar conhecimento e convencer os parceiros de negócios de si próprio, as reuniões presenciais são muito importantes.

Na verdade, tínhamos planejado uma rodada de financiamento para 2020 e queríamos atrair principalmente investidores americanos. Mas os investidores americanos geralmente só investem numa empresa jovem se puderem conhecer pessoalmente sua administração por algum tempo. No final, tivemos a sorte de ter um forte apoio do círculo já existente de acionistas. Juntamente com a sociedade de participações do banco de investimentos de Berlim IBB Bet, eles nos apoiaram com um milhão de euros, apesar da crise.

Entretanto os nossos dois novos funcionários no Egito e na Índia já podem trabalhar para nós. Ambos tiveram problemas para obter vistos no início, por causa das restrições. Mas agora encontramos soluções: um está agora trabalhando para nós em seu país de origem e o outro está aqui em Berlim”.

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