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Jovem, engajado e conectado com a Alemanha

Uma estudante da Bolívia coordena um clube de alemão, um engenheiro do Chile explica a transição energética. O que os motiva?

Helen SibumHelen Sibum, 27.01.2026
Laura Karenina Paz Morales aus Bolivien engagiert sich bei #Junges Netzwerk.
Laura Karenina Paz Morales aus Bolivien engagiert sich bei #Junges Netzwerk. © privat

Seja em acampamentos culturais, fóruns de debate ou projetos universitários: Há mais de cinco anos, a iniciativa #JungesNetzwerk reúne pessoas da América Latina interessadas na Alemanha. Alguns deles têm ascendência alemã, mas a maioria sente-se ligada à Alemanha por outros motivos. A rede pertence à Fundação Verbundenheit. Por conta do Ministério das Relações Exteriores, ela promove comunidades de língua alemã e pessoas interessadas na Alemanha na América Latina. Apresentamos dois membros que são voluntários na #JungesNetzwerk.

Laura Karenina Paz Morales, Bolívia – Criar conexões por meio da linguagem

A Alemanha desempenhou um papel importante na vida de Laura Karenina Paz Morales desde muito cedo. Assim como seu pai, ela frequentou a Escola Alemã em La Paz e morou por um tempo em Bonn como estudante de intercâmbio. Hoje, a jovem de 23 anos estuda Ciências Políticas e Relações Internacionais na Bolívia. Além disso, ela é voluntária na #JungesNetzwerk.

O que me atraiu foi o fato de a rede se dirigir especificamente aos jovens.
Laura Karenina Paz Morales, da Bolívia, voluntária da #JungesNetzwerk

Ela tomou conhecimento da iniciativa durante seus estudos. “O que me atraiu foi o fato de a rede se dirigir especificamente aos jovens”, diz ela. É verdade que as fundações alemãs estão presentes na Bolívia há décadas, por exemplo, na promoção da democracia. “Mas os jovens não foram o foco por muito tempo. A Junge Netzwerk preenche essa lacuna.”

Hoje, Paz Morales coordena o clube de idiomas, um dos maiores projetos da rede. Uma vez por mês, entre 30 e 50 participantes da América Latina reúnem-se online para falar alemão. Moderados por voluntários, eles conversam em pequenos grupos, organizados por níveis de idioma. O foco está no intercâmbio, não nas aulas tradicionais. “Queremos criar um espaço seguro onde as pessoas possam falar alemão sem medo”, explica Paz Morales.

O clube de idiomas coordenado por Laura Karenina Paz Morales reúne-se uma vez por mês online.
O clube de idiomas coordenado por Laura Karenina Paz Morales reúne-se uma vez por mês online. © Screenshot: privat

O clube de idiomas associa conscientemente o aprendizado à cultura cotidiana. Em formatos interativos, rodadas de discussão ou noites temáticas, por exemplo, sobre feriados alemães, os alunos compartilham experiências pessoais. Para Paz Morales, essa é a diplomacia cidadã que a iniciativa #JungesNetzwerk pretende criar. “Para mim, diplomacia cidadã significa tornar temas complexos compreensíveis e envolver o maior número possível de pessoas.” Ela gosta do fato de que a rede conecta pessoas de diferentes países com níveis de educação muito distintos.

Na opinião da jovem, a Alemanha é um parceiro importante da Bolívia, principalmente devido ao seu know-how, por exemplo, em educação política. Ao mesmo tempo, ela destaca que o intercâmbio não é uma via de sentido único. “Nós também contribuímos com nosso conhecimento, por exemplo, sobre tradições indígenas ou agricultura sustentável.”

Jorge Carpanetti, do Chile, dedica-se às energias renováveis.
Jorge Carpanetti, do Chile, dedica-se às energias renováveis. © privat

Jorge Carpanetti, Chile – Tornar compreensível a transição energética

“Quando se trata de energias renováveis no Chile, não dá para ignorar a Alemanha”, afirma Jorge Carpanetti. O engenheiro chileno de 30 anos trabalha há anos na área da energia e tecnologia. “As tecnologias alemãs desempenham um papel importante para o Chile, por exemplo, no hidrogênio verde“, afirma Carpanetti. Em algum momento, ele começou a se interessar também pela cultura e pela língua alemãs.

Em busca de oportunidades de intercâmbio e de aprender alemão, ele descobriu a rede. Atualmente, ele participa regularmente do clube de idiomas coordenado por Laura Karenina Paz Morales e está envolvido em um projeto no Chile: “Energía del Futuro – Energia do Futuro”. Um dos objetivos é apresentar aos jovens, de forma compreensível, conhecimentos sobre a transição energética, tecnologia e cooperação internacional.

Para isso, Carpanetti usa formatos lúdicos. Em oficinas realizadas em escolas, jovens desenvolvem seus próprios baralhos de cartas sobre energia, sustentabilidade e cooperação alemã-chilena. O resultado é um jogo de cartas que combina aprendizado com criatividade. Além disso, Carpanetti criou por conta própria um site interativo. “Eu queria mostrar que os temas relacionados à energia não precisam ser enfadonhos. Trata-se de democratizar o conhecimento.”

Jorge Carpanetti em um workshop em uma escola
Jorge Carpanetti em um workshop em uma escola © privat

A resposta surpreende até ele mesmo. Os jovens fazem perguntas detalhadas nas oficinas, conta ele, não apenas sobre tecnologia, mas também sobre contextos políticos e culturais. Para Carpanetti, esse é o cerne da diplomacia cidadã: “Cada um é embaixador da sua própria cultura. Ao mesmo tempo, carregamos várias influências culturais dentro de nós.”

Fazemos isso porque acreditamos no intercâmbio e na cooperação.
Jorge Carpanetti, do Chile, voluntário da #JungesNetzwerk

Carpanetti nunca esteve na Alemanha, embora o país seja para ele um importante ponto de referência histórico-cultural. Especialmente no sul do Chile, as influências alemãs ainda são visíveis até hoje. Ele deseja levar essa conexão para o futuro. “O Chile oferece espaço para inovação, a Alemanha traz experiência e os jovens devem fazer parte desse processo.”

A longo prazo, Carpanetti pretende expandir seu projeto para outros países da rede, como a Bolívia. Para seu trabalho voluntário, ele investe muito tempo, assim como Laura Karenina Paz Morales, mas faz isso com prazer. “Fazemos isso porque acreditamos no intercâmbio e na cooperação.”