Sobre estes temas escolares há controvérsia na Alemanha

Prós e contras da escrita à mão, das notas escolares e dos deveres de casa – temas controversos para alunos, professores e pais.

Escrever à mão ou digitar? Debate nas escolas alemãs.
Escrever à mão ou digitar? Debate nas escolas alemãs. dpa; pixabay

Abolir a escrita à mão
 

Pró: O cotidiano torna-se cada vez mais digital, só raramente ainda temos de escrever à mão. A Finlândia já aboliu a escrita à mão nas escolas. Alunos, que formulam seus textos com o teclado, podem concentrar-se melhor no conteúdo e não perdem tempo treinando a escrita à mão, afirmam os que são a favor da sua abolição. A correção automática ajuda na ortografia. Finalmente, a escrita padronizada facilita o trabalho dos professores e os alunos com “garranchos” não são prejudicados nas notas.

Contra: A escrita à mão é um bem cultural, que não deve ser suprimido levianamente, argumentam os adversários da sua abolição. A escrita pessoal é uma expressão da personalidade. O traçado das linhas ao escrever fomenta a fina habilidade motora do aluno. Além disso, as sequências de movimento da escrita fazem com que os alunos captem melhor o conteúdo, memorizando-o.

 

Notas escolares
 

Pró: As notas escolares dão orientação. Todo aluno pode comparar seu aproveitamento com o dos colegas. As notas boas devem motivar o aluno a continuar aprendendo; as notas baixas devem incentivá-lo a esforçar-se mais. As crianças têm de aprender também a conviver com os fracassos. Em face das notas, os pais podem reconhecer se o filho está indo bem na escola ou se necessita de aulas de reforço.

Contra: Os críticos consideram as notas escolares como injustas e pouco objetivas, pois dependem de cada professor, do seu estado de espírito no dia e das suas simpatias. O sistema de prêmio e castigo exerce sobre os alunos uma pressão desnecessária. Melhor são as conversas periódicas entre o professor e o aluno sobre o desenvolvimento do aprendizado e sobre o nível alcançado.

 

Deveres de casa
 

Pró: Os deveres de casa servem para consolidar a matéria aprendida na escola. Os vocábulos, por exemplo, só podem ser aprendidos através de repetição. Os alunos aprendem a ter consciência de responsabilidade, a trabalhar de forma autônoma e a programar o seu tempo. Isso pode ser fortalecido ainda mais, através de planos semanais. Nesse caso, o professor distribui na segunda-feira as tarefas, que os alunos devem executar no transcurso da semana.

Contra: Após uma longa estadia diária na escola, os alunos necessitam de horas de lazer para a prática de esporte ou para encontrar com os amigos. Ao contrário disso, os deveres de casa só produzem um estresse adicional. Os alunos de famílias com baixa escolaridade têm uma desvantagem em relação àqueles, que são ajudados pelos pais ou que podem pagar aulas de reforço. As tarefas de exercício devem ser integradas nas aulas, pois aí os professores podem prestar ajuda aos alunos.

 

Reforma G8
 

Pró: Antigamente, os alunos na Alemanha frequentavam o colégio por nove anos (“Gymnasium 9” – G9). Até que essa fase escolar foi reduzida para oito anos. Os currículos foram adaptados, a fim de que os alunos não sejam sobrecarregados com conhecimentos inúteis. Eles logram seu certificado (Abitur”) um ano mais cedo e podem iniciar mais cedo a sua vida profissional. Eles são internacionalmente competitivos e têm mais chances no mercado de trabalho. Esse ano livre adicional possibilita também uma pausa para o desenvolvimento pessoal.

Contra: O G8 é um modelo voltado para a produtividade. Muitos alunos queixam-se da alta sobrecarga no aprendizado. A pressão é enorme, sobra pouco tempo para fazer exercícios e aprofundar-se nas matérias. A presença diária na escola é mais longa, os interesses privados são abandonados. Com o G9, os formandos já alcançaram geralmente a maioridade. Com o G8, muitos alunos são menores de idade ao iniciarem a vida universitária.

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