Nas alturas

Como as ideias da Alemanha influenciam a aeronáutica e a astronáutica. Três exemplos de Munique, Dresden e Bremen.

 

Visão futura: estudantes projetaram o “Urban Liner”.
Visão futura: estudantes projetaram o “Urban Liner”. DLR

Alemanha. Da ideia de um estudante até um grande projeto pronto para funcionar. Inúmeros projetistas da Alemanha trabalham em inovações da aeronáutica e astronáutica. Apresentamos aqui três exemplos.

O “Urban Liner” inócuo ao meio ambiente

“No caso de um avião, é normal que se pensa na redução de ruído só depois, no planejamento”, diz Christian Decher, estudante na Technische Universität de Munique. “Mas nós já demos preferencia a todo o resto, desde o começo”. E com sucesso, pois com o projeto do “Urban Liner”, Christian Decher e seus colegas Daniel Metzler e Soma Varga conquistaram em 2017 o primeiro lugar no “Design Challenge”, uma competição organizada pela NASA e pelo Centro Alemão de Aeronáutica e Astronáutica (DLR). O “Urban Liner” é ainda uma visão futura, mas tem muita coisa positiva e promissora. Ele é silencioso e os motores elétricos bem escondidos dão apoio a um motor convencional na parte traseira do avião. Essa propulsão híbrida deverá baixar pela metade o consumo de combustível, em comparação com outros aviões, proporcionando uma redução de 80 por cento do óxido de nitrogênio.

Um avião digital econômico

Computadores de alta capacidade do Dresdner Institut für Softwaremethoden zur Produkt-Virtualisierung (Instituto de Dresden para Métodos de Software para a Virtualização de Produtos) fazem uma visualização extremamente precisa de um avião. A vantagem desse símile digital é que se reduzem os trabalhos caros de desenvolvimento com material verdadeiro e que todos os testes complexos, desde o início até a aprovação, podem ser feitos no computador. Um instituto parceiro de Hamburgo já está empregando a sua pesquisa para cobrir completamente o modo de manutenção, o que é uma grande ajuda para os serviços de manutenção do avião original de centenas de toneladas.

Visão futura: estudantes projetaram o “Urban Liner”.
“Símile digital”: desenvolvimento no computador Marek Kruszewski

A espaçonave Orion ESM, pura energia

Os peritos do grupo empresarial Airbus, de Bremen, estão prestando uma grande contribuição para a viagem à Lua. No âmbito de uma cooperação transatlântica, eles estão construindo o Módulo Europeu de Serviço (ESM) que, junto com o módulo de tripulação da organização norte-americana NASA, formará a espaçonave Orion ESM, cujo voo não tripulado está previsto para 2019. O segundo voo na órbita da Lua, em 2021, deverá ser tripulado. O motor principal está instalado no ESM, de onde quatro velas solares fornecem a eletricidade para o funcionamento dos aparelhos. Os sistemas de climatização do Módulo de Serviço garantem que a regulação da temperatura para os astronautas e para a carga funcione da melhor maneira possível.