Como as famílias vivem na Alemanha

Porque muitos alemães levam mais tempo para se tornarem pais e como o Estado apoia as famílias 

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Alemanha. Um casal com um ou dois filhos é a média de uma família alemã. Mas os modelos de famílias são vários: Segundo o atual relatório Familienreport, viviam em 2015 na Alemanha cerca de oito milhões de famílias com filhos menores de idade. A maior parte dos casais é constituída por pessoas casadas (5,5 milhões), mas muitos pais vivem em parceria não matrimonial (843 000), o que não é mais tão raro. Ao lado das estruturas comuns de famílias, existem também muitos pais e mães solteiros (1,6 milhão). A maior parte destes é de mães solteiras (1,5 milhão), pois somente 11 por cento das crianças vivem com pai solteiro. O número de famílias arco-íris, constituídas por casais do mesmo sexo, ainda continua sendo relativamente diminuto na Alemanha, sendo que, desde 1996, o número dessas famílias aumentou de 3 000 a 7 000. Ao contrário, as famílias grandes, com várias gerações sob um só teto, baixaram desde 1995 de 351 mil a 209 mil. .

A maioria das famílias avalia a sua situação financeira atual como sendo de boa até muito boa. Realmente, a renda média per capita das famílias (avaliada na necessidade) teve um aumento de quase 23 por cento entre 2004 e 2014, segundo o Familienreport.

 

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A família vem depois

Muitos jovens acadêmicos levam bastante tempo para formar uma família. Primeiramente, eles querem terminar os estudos e começar a carreira profissional. Por isso, as mães têm em média 30 anos, quando têm seu primeiro filho, e os pais, em média, 35 anos. Esta é também uma das razões do pequeno número de filhos em uma família, dado que 53 por cento das famílias na Alemanha têm somente um filho.

É assim que o Estado promove as famílias

A Alemanha precisa de mais crianças, pois, depois do Japão, ela é o país com a faixa etária mais avançada. A taxa de nascimento é de 1,5 filho por mulher, a maior taxa desde a reunificação, mas ainda abaixo da média da UE de 1,58 filho por mulher.

Por isso, o Estado ajuda as famílias de diferentes modos. Os mais importantes são o salário-família, incentivos fiscais e subsídios para mulheres grávidas e para famílias, cujas rendas não são suficientes para cobrir as necessidades dos filhos. Além disso, também existe a formação escolar primária gratuita.

Mesmo assim, os pais e mães solteiros são o grupo da população com o maior risco de cair na pobreza, quando o outro progenitor se recusa a pagar sustento para seu filho.

Pais entre família e trabalho

Filhos ou carreira? As mulheres e o homens devem ter a possibilidade de harmonizar a família com a carreira. Desde 2013, toda criança tem direito a um lugar no jardim de infância, a partir do seu primeiro ano de vida. Os Estados federados investiram bastante na multiplicação de ofertas de atendimento à infância para crianças pequenas e em idade escolar.

Desde 2007, as mães e os pais têm direito à licença-maternidade ou licença-paternidade, sendo que o Estado paga, durante 14 meses, uma remuneração de 65 por cento da renda líquida.

Papeis sociais

O pai ganha o dinheiro e a mãe fica em casa com as crianças. Essa imagem de papeis sociais já está ultrapassada, se bem que ainda seja encontrada. De 70 por cento das mães que trabalham, 40 por cento o fazem em tempo parcial. Existem sinais de uma transformação, pois a jovem geração de papais quer ter maior participação na educação dos filhos e quer passar mis tempo com eles. Atualmente, um em cada três papais tira de dois a três meses de licença-paternidade.

Você sabia que...

… os mais prediletos nomes de crianças em 2019 foram Noah e Hanna na Alemanha?

… a maioria das crianças na Alemanha nasce em julho?

… a partir do 3º ano de vida, 93 por cento das crianças estão matriculadas em creches?

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